Começa a Expocafé 2018 em Três Pontas (MG)

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Começou oficialmente nessa quarta-feira (16/5), na cidade de Três Pontas (Sul de Minas), um dos principais eventos da cafeicultura nacional, a Expocafé. O evento ocorre até sexta-feira (18/5), no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

Com um público estimado de 15 mil visitantes, a Expocafé conta com cerca de 160 empresas expositoras. A ação é do Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e Fundação João Pinheiro. Conta ainda com a parceria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa.

Confira abaixo fotos do evento ou clique aqui para ver o álbum no Flickr.

Expocafé 2018
Simpósio

O 9º Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira abriu a programação técnica da Expocafé na terça-feira (15/5). O evento, que reuniu cerca de 300 cafeicultores de dez estados, teve como tema “Manejo mecanizado e colheita seletiva visando à qualidade do café.” Os objetivos do simpósio foram discutir as questões prioritárias da cafeicultura, mecanização, coleta seletiva, manejo da lavoura e todas as tecnologias que vêm melhorando não só a produtividade, mas, especialmente, a qualidade dos cafés produzidos no país.

O simpósio abordou nove temas, passando pelas tecnologias de preparo do solo e plantio, pós-colheita e secagem, gestão da qualidade e os desafios para vencer as variabilidades climáticas, além dos avanços tecnológicos na colheita seletiva. Os participantes consideraram o evento uma boa oportunidade para ampliar conhecimentos e trocar informações.

Mapeamento

Na abertura da Expocafé foi apresentada a proposta de mapeamento do parque cafeeiro do estado. Iniciada em 2016 e concluída em 2018, a iniciativa vai oferecer informações precisas sobre o setor, contribuindo com o desenvolvimento e a implantação de políticas públicas. Será um raio X da cafeicultura de Minas Gerais. O mapeamento do parque cafeeiro mineiro obteve informações precisas sobre o tamanho e a distribuição geográfica da produção de café no estado. Primeiro foi feito o levantamento da área plantada em 463 municípios produtores de café, com o uso de imagens de satélite. Em seguida houve a validação desses dados em campo, trabalho realizado pelos extensionistas da Emater-MG.

No total, Minas Gerais tem uma área cultivada de 1,2 milhão de hectares. A macrorregião Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri possuem 77 municípios produtores e uma área plantada de 37,8 mil hectares. Já o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Nordeste somam 51 municípios e uma área cafeeira de 211,9 mil hectares. Na Zona da Mata mineira, Vale do Rio Doce e região Central são 181 municípios e uma área cultivada de 322 mil hectares. As regiões Sul e Centro-Oeste juntas possuem a maior área. São 649,9 mil hectares plantados em 154 municípios.

Caracterização das regiões

Outra ação do mapeamento do parque cafeeiro é a caracterização das regiões produtoras. Com a utilização da metodologia Caracterização das Unidades de Paisagem foi possível conhecer as potencialidades, limitações e aptidões de cada uma delas. O trabalho permitiu a integração e o estabelecimento das correlações entre as variáveis ambientais: geologia, relevo e solo.

Essa metodologia, por exemplo, foi utilizada para caracterizar a macrorregião Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri. E a conclusão é de que nesta macrorregião há restrições para o cultivo de café arábica, devido às condições térmicas e hídricas. Porém, observou-se aptidão da macrorregião para o desenvolvimento da variedade Café Robusta.

“Será uma grande ferramenta para tomada de decisões do produtor e para a geração de políticas públicas na implantação de novas lavouras”, afirma o coordenador estadual de Planejamento e Gestão da Emater-MG, Edson Logato.

Geoportal

A partir do mapeamento do parque cafeeiro foi criado o Geoportal do Café, que reunirá dados socioeconômicos para subsidiar políticas públicas e investimentos privados de toda a cadeia produtiva do setor. A implantação da plataforma tecnológica tem a participação da Fundação João Pinheiro (FJP), Seapa, Codemig, Emater-MG e Epamig.

Com o Geoportal do Café, o produtor conseguirá localizar sua propriedade, o que será fundamental para melhorar o planejamento e a gestão da atividade. Também para os gestores municipais e estaduais, os dados levantados e disponibilizados facilitarão o direcionamento de ações para todas as regiões. O Geoportal pode ser acessado pelo endereço eletrônico: geoportaldocafe.emater.mg.gov.br/ferramenta.

Fonte: Ascom CCCMG com informações da Emater-MG e fotos de Luiz Valeriano

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