Colômbia passa a ver cenário cafeeiro sob viés da tecnificação

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Tendo em conta que o desafio para os cafeicultores colombianos é a recuperação da produção, que foi gravemente afetada pela passada onda de inverno (chuvas), a Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia) se colocou na tarefa de liderar a migração para uma cafeicultura caracterizada pela tecnificação, ou seja, cultivos que estão em idade ótima de produção e que sejam caracterizados por variedades resistentes à ferrugem.

"A tecnificação significa plantar entre 5 e 6 mil árvores por hectare, com espaçamentos adequados, segundo a topografia do terreno e com variedades mais produtivas", explicou Luis Genaro Muñoz, diretor geral da Federação. Assim, a meta é renovar a totalidade dos cafeeiros envelhecidos, como também os que estejam afetados por doenças, conseguindo que, "em quatro anos, 90% se converta em cultivos tecnificados e em variedades resistentes, em um ritmo de 130 mil hectares por ano", assinalou.

Por essa razão, foram empreendidos programas como o PSF (Permanência, Sustentabilidade e Futuro), destinado à renovação de cafeeiros mais envelhecidos e de propriedade de pequenos cafeicultores, além do programa "Competitividade", que se dedica a manter os cafeeiros em idade ótima de produção. Por outro lado, o "Plano de emergência" foi desenvolvido para afrontar as conseqüências das fortes chuvas.

Nesse sentido, assinalou Muñoz, já estão sendo observados bons resultados: entre janeiro e agosto deste ano foram renovados cerca de 70 mil hectares, 20 mil a mais que no mesmo período de 20109. "As renovações tiveram uma aceleração no último semestre do ano, segundo os ciclos de safra das diferentes regiões", complementou o dirigente. Te3ndo em conta os programas, o plano PSF conseguiu, ainda segundo Muñoz, alocar mais de 84% para os produtores locais.

Fonte: Agnocafé

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