Colômbia já investiu US$ 1 bi desde 2010 para renovar os cafezais

Imprimir

A produção de café da Colômbia na temporada internacional 2012/13 (outubro de 2012 a setembro de 2013) somou 9,9 milhões de sacas, um crescimento de 30% em relação ao ciclo anterior, segundo a Fedecafé, federação que representa os produtores do país.

A expectativa é que a produção alcance cerca de 11 milhões de sacas em 2014, conforme Andrés Valencia, gerente comercial da Fedecafé. O país produz café durante praticamente o ano todo, com duas colheitas principais: de outubro a março e de maio a julho. A produção vem se recuperando depois de problemas climáticos, doenças e o aumento do custo da fertilização.

Com a queda dos preços internacionais da commodity, somada à questão cambial (valorização do peso frente ao dólar), o preço do produto no mercado interno colombiano caiu ao menor patamar em quatro anos, afirma Valencia.

Desde outubro de 2012, o governo do país vem pagando subsídios aos produtores – atualmente são entre 42 e 43 centavos de dólar por libra-peso produzida. Os recursos são repassados pela Fedecafé nas operações de venda do produto. A continuidade da ajuda dependerá dos preços. A Fedecafé já distribuiu cerca de US$ 400 milhões a 430 mil cafeicultores, segundo Valencia.

A área plantada com café no país chega a 970 mil hectares, com cerca de 775 mil em produção. Hoje, 65% da área é cultivada com variedades resistentes à ferrugem – em 2009 o fungo prejudicou 45% nas lavouras do país. Conforme Valencia, o objetivo é alcançar 95% da área com essas cultivares. O país vem investindo pesado na renovação de seus cafezais -US$ 1,2 bilhão desde 2010. Até 2013 deverá ser completada a renovação de 400 mil hectares.

A Colômbia também vem recuperando sua fatia nas exportações globais. De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), o país embarcou 8,168 milhões de sacas de outubro de 2012 a agosto deste ano, ante 6,772 milhões de sacas no período anterior. "Estamos recuperando os mercados dos EUA e da Ásia, especialmente Japão. E estamos ganhando participação no Leste Europeu, Coreia, China e Austrália", conta Valencia.

Fonte: Valor Econômico

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *