Colheita de café aumenta renda dos trabalhadores no sul de Minas Gerais

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O trabalhador rural Antônio Sales nunca se atrasa. Ao nascer o sol, ele vai para o ponto esperar o ônibus chegar. O destino: lavouras de café em Três Pontas, no sul de Minas Gerais.

Em uma propriedade de 210 hectares em Três Pontas são 64 funcionários. Todos vão receber mais do que no ano passado. "A gente está com a mesma safra basicamente, ou seja, a produção está muito parecida. Se eles produzirem tanto quanto produziram no ano passado, eu acredito que vão ter aí valores bastante significativos e promissores nessa colheita", diz a agricultora Carmem Lúcia.

Em outra fazenda, foram contratadas no início da colheita 45 pessoas, mas esse número deve aumentar para até 60 apanhadores.

É nas lavouras que muita gente encontra uma oportunidade de renda extra nesta época do ano. Para isso, muitos deixam outras profissões para se dedicar a colheita.

É o caso da Olívia Aparecida Azevedo. Aos 42 anos, largou a profissão de faxineira para trabalhar na colheita do café. Agora ela tem carteira assinada e espera, ansiosa, o pagamento no final do mês. Idelma Dionísio fez o mesmo. Os R$ 20 que recebia por faxina ficaram para trás. Agora ela ganha até R$ 500 a cada 15 dias.

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais estima em 50 mil o número de pessoas que colhem café no sul do estado. Metade vem de fora, principalmente das regiões Norte e Nordeste.

Fonte: Globo Rural

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