Cocarive e Polo de Excelência buscam alternativas para competitividade do café de montanha

Imprimir

Nessa segunda-feira (26), representantes da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive), sediada em Carmo de Minas, sul do Estado, fizeram uma visita técnica à Universidade Federal de Lavras (UFLA) e ao Polo de Excelência do Café com um desafio: encontrar soluções para a mecanização das lavouras de café em áreas de montanha, em especial, para a colheita.

O problema com mão de obra para as lavouras de café é antigo e tem se acentuado nos últimos anos, com custo elevado e escassez de trabalho qualificado. De acordo com o extensionistas da Emater de Carmo de Minas, Luciano Neves, o custo com a mão de obra na colheita chega a representar 60% dos custos totais de produção, reduzindo consideravelmente a competitividade do cafeicultor em áreas não mecanizáveis.

Para o presidente da Cocarive, Ralph de Castro Junqueira, vencedor de concursos estaduais de qualidade, mesmo com um produto diferenciado, os custos com a colheita fazem com que o café da montanha seja menos competitivo quando comparado ao sistema mecanizado. Segundo ele, o custo do café colhido manualmente chega a ser 120 reais a mais por saca que o café colhido por máquinas.

O diretor da Cocarive, Gláucio Carneiro Pinto reforça a necessidade de haver uma articulação para um projeto colaborativo para o desenvolvimento de uma máquina adaptada à cafeicultura de montanha e que seja mais eficiente que as costais que ficaram conhecidas como “mãozinhas”.

A reunião contou com a presença do gerente executivo do Polo de Café, Edinaldo José Abrahão, dos professores da UFLA: prof. Rubens José Guimarães (cafeicultura), prof. Mário Lúcio Vilela de Resende (fitopatologia), prof. Fábio Moreira da Silva (máquinas e mecanização agrícola) e do consultor Marcio Daúd.

Aproveitando a visita, os representantes da Cocarive também visitaram a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da UFLA (Inbatec), onde conheceram as tecnologias desenvolvidas pelas empresas T-Bit (olho digital do café), Mitah Technologies (sistema de rastreamento) e Agrofitness Tecnologia Agrícola (composto indutor de resistência).

Fonte: Blog PEC/Café

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *