CNC prevê retomada da rentabilidade a partir desta safra

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Em relação à primeira estimativa para a safra 2016/17 de café no Brasil, divulgado na semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontando que o País produzirá entre 49,13 milhões e 51,94 milhões de sacas de 60 kg, o Conselho Nacional do Café (CNC) disse que os números estão dentro da realidade observada no campo. Em nota, a entidade ressaltou que as previsões da Conab estão bastante próximas à expectativa inicial da entidade.

O conselho aponta uma colheita entre 47 milhões a 50 milhões de sacas de café, volume esse também condizente com o levantamento de 49,74 milhões de sacas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A perspectiva de uma safra nos volumes prognosticados se embasa no fato de 2016 ser um ano de ciclo de alta dentro da bienalidade da cafeicultura brasileira e na melhora do clima desde o final do ano passado, que permitiu a fixação das floradas e o desenvolvimento regular dos chumbinhos”, avaliou o presidente-executivo do CNC, Silas Brasileiro (foto: Ruy Baron/Valor).

Mesmo assim o CNC alertou que a safra somente se desenvolverá até esse tamanho caso as condições climáticas permaneçam dentro dos níveis médios normais. “Além disso, salientamos que, mesmo com uma produção maior neste ano, o volume dos estoques brasileiros de passagem deverá atingir ou ficar muito próximo a seus menores níveis históricos, haja vista que tivemos duas safras reduzidas em 2014 e 2015, devido à estiagem, e volumes recordes de exportação, superando 36 milhões de sacas, além da manutenção do consumo interno entre 20 e 21 milhões de sacas”.

Renda – De acordo com Brasileiro, se as expectativas se confirmarem neste ano, poderá começar observado na cafeicultura o início da recuperação da renda para o produtor. Para ele, para que as estimativas se confirmem, serão precisas mais safras futuras com bons volumes e, principalmente, custos de produção e preços favoráveis, os quais harmonizem com a realidade das lavouras.

“O CNC entende isso como necessário porque o cafeicultor vive situação delicada no que diz respeito à alta dos insumos e defensivos, em função da valorização do dólar ante o real. Além disso, há os altos custos com mão de obra e seus encargos trabalhistas e sociais”, ressaltou.

Fonte: Diário do Comércio via CNC

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