CNC divulga Boletim Conjuntural do Mercado de Café de Maio de 2014

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Boletim Conjuntural do Mercado de Café— Maio de 2014 —
– Preços do café apresentaram tendência de queda, principalmente devido à precificação anterior das perdas da safra brasileira.


Em maio, o mercado climático voltou a influenciar os preços futuros do café arábica na Bolsa de Nova York, com a atenção dos investidores voltada para os riscos de geadas e precipitações sobre as origens brasileiras. Principalmente em função das perdas da safra 2014/15 do Brasil já terem sido precificadas nos meses anteriores, as cotações apresentaram tendência de desvalorização. O vencimento julho do Contrato C encerrou o mês a US$ 1,775 por libra-peso, com queda acumulada de 2.835 pontos. No entanto, a cotação média de maio, de US$ 1,889, foi 38,3% superior à do mesmo período do ano passado.
O saldo líquido comprado dos fundos de investimento e dos comerciais, estes últimos com objetivo de hedge, apresentou leve tendência de redução no final do mês, ajudando a pressionar as cotações. Em 27 de maio, a Commodity Futures Trading Comission (CTFC) informou que os fundos de investimento mantinham no mercado futuro e de opções de café arábica da ICE Futures US saldo líquido comprado de 39.482 lotes, ante os 41.551 lotes do início de maio. Porém, de forma geral, os fundos se mantém fortemente comprados, conferindo suporte aos preços do arábica.
Os estoques certificados de café da Bolsa de Nova York apresentaram redução de 26,6 mil sacas, encerrando o mês em 2,55 milhões de sacas. Esse volume é 7,2% inferior ao registrado em maio de 2013, quando o montante armazenado totalizava 2,76 milhões de sacas.

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O mercado futuro do café robusta também apresentou desvalorização no mês de maio, influenciado principalmente pelo maior volume exportado nesta temporada e pela previsão, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de discreto aumento na safra 2014/15 do Vietnã, além da recuperação dos estoques da bolsa londrina.
No acumulado de maio, as cotações do contrato 409 da Liffe, com vencimento em julho de 2014, apresentaram queda de US$ 231, encerrando o mês a US$ 1.937 por tonelada. Mesmo assim, a cotação média de US$ 2.066/t foi 3,5% superior à do mesmo período do ano passado.
A arbitragem entre as Bolsas de Londres e Nova York apresentou tendência de estreitamento, especialmente devido à desvalorização mais acentuada do arábica em relação ao robusta. Esses diferenciais, que eram de US$ 1,06 no início do mês, encerraram maio a US$ 0,896.
Os estoques certificados monitorados pela Liffe apresentaram significativa recuperação, atingindo, no final do mês passado, 855 mil sacas, ante as 274 mil sacas registradas no início de maio. No entanto, os estoques se encontram em patamar 59% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior.
O Escritório Geral de Estatísticas do Vietnã (GSO) estima que as exportações de maio deverão totalizar 2,83 milhões de sacas, volume 19% inferior ao registrado em abril. Porém, mesmo com essa redução, no acumulado da safra atual o Vietnã exportou 21,05 milhões de sacas, o que equivale a um aumento de 15% sobre as vendas externas do mesmo período do ano antecedente.
O USDA estimou que a safra 2014/15 do Vietnã atingirá 29,2 milhões de sacas, representando um aumento de 0,6% ante as 29 milhões de sacas colhidas em 2013/14. Segundo a instituição, o clima favorável ao desenvolvimento das cerejas na maioria das regiões produtoras e a produção adicional de novos cultivos mais produtivos são os fatores responsáveis pelo crescimento da oferta de café vietnamita.

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Seguindo a tendência internacional, os preços do café sofreram queda no mercado doméstico brasileiro, o que reduziu significativamente a liquidez dos negócios. Os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon encerraram o mês com desvalorização de, respectivamente, 14,6% e 9,7%, cotados a R$ 403,70/sc e a R$ 233,02/sc no último dia de maio.
Após três meses de queda, o dólar encerrou maio cotado a R$ 2,2408, com discreta valorização de 0,5%, no acumulado do mês. Essa tendência deveu-se principalmente à retirada, pelo Banco Central do Brasil, de aproximadamente US$ 4,5 bilhões em contratos de Swap que não foram rolados em maio.

* Material elaborado pela assessoria técnica do CNC.


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