CNC divulga Balanço Semanal de 24 a 28/10/2016

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BALANÇO SEMANAL — 24 a 28/10/2016

Agentes financeiros recebem R$ 2,872 bilhões do Funcafé até 27 de outubro 


LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ —
Segundo informações disponibilizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o repasse dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) contratados pelos agentes financeiros na safra 2016 chegou a R$ 2,872 bilhões até o dia 27 de outubro, o que representa 62,6% do total de R$ 4,586 bilhões acertados com as instituições.

Do montante encaminhado aos bancos e cooperativas de crédito até a data, R$ 1,379 bilhão são destinados à linha de Estocagem; R$ 724 milhões ao Financiamento para Aquisição de Café (FAC); R$ 480,6 milhões para Capital de Giro de Cooperativas de Produção (R$ 222,5 mi), Indústrias de Torrefação (R$ 140 mi) e Indústrias de Solúvel (R$ 118,1 mi); e R$ 288 milhões para a linha de Custeio (clique para ampliar a tabela abaixo).


O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado federal Silas Brasileiro, entende que o recebimento dos recursos do Funcafé é essencial para que todos os segmentos se planejem em busca da melhor rentabilidade na atividade, em especial os produtores. No contexto atual de mercado, a tomada da verba do Fundo permite que os cafeicultores se programem para comercializar a safra ao longo dos 12 meses do ano e não se vejam pressionados a venderem nas baixas devido à necessidade de honrarem seus compromissos.

O CNC também recorda que os mutuários interessados em tomar recursos do Funcafé na safra atual devem procurar os agentes financeiros e efetivar a solicitação, de maneira que o pedido seja feito ao Ministério da Agricultura e a Pasta faça o encaminhamento dos valores demandados. Os prazos finais para contratação são:

– 30 de novembro para Capital de Giro das Indústrias de Torrefação e Solúvel;

– 30 de dezembro para FAC;

– 31 de janeiro para Estocagem;

– 28 de fevereiro para Custeio, que pode ser estendido até 31 de julho quando o orçamento contiver apenas verbas destinadas à colheita; e

– 31 de março para Capital de Giro das Cooperativas de Produção.

DIRETOR INTERINO — Enquanto aguardamos a nomeação oficial do diretor do Departamento de Café, Cana de Açúcar e Agroenergia, fizemos contato com o Governo Federal demonstrando preocupação quanto ao andamento da liberação dos recursos do Funcafé e do encaminhamento das matérias pertinentes à cafeicultura brasileira. Nesse sentido, o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, efetuou a indicação de um diretor substituto, função para o qual foi designado o experiente funcionário de carreira Sílvio Farnese, o que nos permite crer que terão fluxo normal as demandas que necessitam do apoio governamental.

MERCADO — Os futuros do café sustentaram a tendência de alta, nesta semana, em meio à preocupação com o equilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado mundial e ao real fortalecido.

No Brasil, o dólar comercial foi cotado, ontem, a R$ 3,1555, com queda de 0,15% em relação ao fechamento da semana anterior. O movimento do câmbio foi influenciado pelo fluxo de entrada de divisas e pelo cenário externo, onde o dólar norte-americano está fortalecido ante outras moedas emergentes.

Em relação às condições climáticas que afetam o desenvolvimento da safra 2017/18 do Brasil, a Somar Meteorologia estima que neste final de semana as chuvas avançarão sobre o Espírito Santo, a Zona da Mata de Minas Gerais e o Sul da Bahia.

Na ICE Futures US, o vencimento dezembro do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,6480 por libra-peso, com alta de 870 pontos em relação ao fechamento da semana passada. O vencimento novembro do contrato futuro do robusta, negociado na  ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 2.170 por tonelada, com valorização de US$ 42 em relação à última sexta-feira.

No mercado físico nacional, os preços da saca de café também apresentaram tendência positiva, frente ao cenário de aperto de oferta. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 535,27/saca e a R$ 533,21/saca – novo recorde na série histórica iniciada em 2001 para o robusta –, respectivamente, com ganhos de 5% e 2% em relação ao desempenho da semana anterior.

Atenciosamente,

Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo

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