CNC divulga Balanço Semanal – 9 a 13/06/2018

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Colheita da safra 2018 de café avança no Brasil

De acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) compiladas pelo Conselho Nacional do Café (CNC), a colheita da safra 2018 ganha corpo e avança nas origens produtoras do País, à medida que o clima tem sido favorável para o andamento dos trabalhos.

Como normalmente ocorre, as regiões de cultivo do robusta estão com a cata mais avançada. Em Rondônia, a colheita praticamente acabou, ao passo que chegou à metade do previsto no Espírito Santo – maior produtor dessa variedade –, no final de junho, um pouco abaixo do comum em função das chuvas no primeiro semestre.

Segundo o presidente do CNC, Silas Brasileiro, as informações que a entidade recebeu vêm ao encontro do apontado pelo Cepea. “Os produtores ainda seguram parte de seu café à espera de melhores preços. O notório é que a qualidade aumentou bem em relação ao ano passado, tanto em Rondônia, quanto no Espírito Santo, com os cafés conilon possuindo menos defeitos e maiores peneiras”, informa.

Em relação à variedade arábica, o clima mais firme auxiliou o avanço da colheita. A origem mais avançada é o Noroeste do Paraná, onde os trabalhos chegaram à metade do previsto. Nas demais regiões, a cata oscilava entre 20% e 30% do esperado para a safra 2018 até o final de junho (vide tabela abaixo).

Assim como no exemplo dos robustas, os primeiros lotes de arábica a chegarem ao mercado têm qualidade superior à observada em 2017, em especial no que se refere à bebida, conforme apontam o Cepea e as cooperativas associadas ao CNC.

Entretanto, algumas localidades vivenciam problemas de rendimento, como nas regiões de Garça (SP) e do Noroeste do Paraná. “Agentes dessas localidades informaram que há grãos com peneira menor, além de frutos com casca mais grossa na praça paulista, o que reduz o rendimento desses lotes no beneficiamento. A expectativa, porém, é que os próximos cafés apresentem melhoras”, revela Brasileiro.

Relatos de grãos com casca um pouco mais grossa também foram observados na Mogiana Paulista e no Cerrado Mineiro, mas em menor escala, o que não vem preocupando os produtores locais, que entendem ainda ser muito cedo para prever problemas no rendimento.

O Sul de Minas Gerais – principal origem produtora da variedade arábica – apresenta um cenário favorável. “A maior parte de nossos associados tem comunicado que os primeiros lotes de café dessa região apresentam boa peneira e, por consequência, bom rendimento no beneficiamento, com qualidade superior à do ano passado”, conclui.

Brasil não colherá ´supersafra´ de café em 2018

Na terça-feira, 10 de julho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) atualizou sua previsão para a safra 2018 de café no Brasil. A entidade apontou uma produção recorde de 57,3 milhões de sacas de 60 kg, sendo 43,2 mi/scs referentes à variedade arábica e as outras 14,3 milhões à robusta.

Para Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), entidade que representa as principais cooperativas cafeeiras do País, os números do IBGE vêm ao encontro da expectativa do setor e evidenciam que o Brasil não colherá uma supersafra.

“Temos observado muitos especuladores superestimando a safra brasileira, para além de 60 milhões de sacas, com o intuito de depreciar as cotações e adquirirem o produto a preços baixos. Contudo, os estudos dos órgãos governamentais, como IBGE e Conab, desmentem essas especulações”, analisa. A Conab estimou a safra brasileira de café em 58 milhões de sacas no mês de maio.

Segundo Brasileiro, a safra atual será maior em função do ciclo bienal da variedade arábica e da melhoria do clima, principalmente no Espírito Santo, maior produtor nacional de robusta. “Uma supersafra, no entanto, está descartada”, pondera. O presidente do CNC conclui que o Brasil, com o volume a ser produzido em 2018 e seus estoques, possui condições de honrar seus compromissos com exportações e consumo interno.

Mercado: NY recua com valorização do dólar sobre o real

Os preços internacionais do café percorreram caminhos opostos na semana, com a variedade robusta recebendo suporte técnico e se valorizando levemente, enquanto as cotações do arábica declinaram, pressionadas pelo câmbio e pela safra brasileira.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento set/18 do contrato “C” recuou 255 pontos no acumulado da semana até ontem, negociado a US$ 1,1155 por libra-peso. O vencimento set/18 do café robusta, comercializado na ICE Europe, fechou a sessão de quinta-feira a US$ 1.681 por tonelada, com valorização de US$ 19.

O dólar comercial avançou 0,4% sobre o real na semana, situando-se em R$ 3,8841. Analistas expuseram que a divisa voltou a subir, descolando da tendência das demais moedas de economias emergentes. Segundo eles, não houve um fator principal para a ascensão, porém foi observado fluxo de saída a partir da renda fixa, setor onde as taxas futuras também subiram.

Em relação ao clima, o fim de semana deve ser quente, afastando a possibilidade de geadas e favorecendo os trabalhos de colheita. De acordo com a Somar Meteorologia, o tempo firme predominará em praticamente toda a Região Sudeste.

O serviço meteorológico informa que o tempo deve ficar instável apenas em áreas litorâneas do Espírito Santo, devido aos ventos úmidos que vêm do oceano em direção ao continente. A Somar chama a atenção para o fato de as temperaturas continuarem subindo e já não haver mais condição para formação de geadas.

No mercado interno, as cotações permaneceram praticamente estáveis, aquém do pretendido por muitos produtores. Assim, os agentes permanecem retraídos e os negócios lentos. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon ficaram em R$ 443,50 (+0,1%) e R$ 336,86 (+0,7%), respectivamente.

Atenciosamente,

Silas Brasileiro
Presidente Executivo

Fonte: P1 / Ascom CNC

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