Clima desfavorável provoca perdas na colheita do café conilon no ES

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São poucas as lavouras que ainda têm café para ser colhido. Em São Gabriel da Palha, noroeste do Espírito Santo, a colheita do conilon começou mais cedo este ano.

Na lavoura do produtor Romário Medeiros, o trabalho de retirada dos grãos está sendo feito há dois meses. “Nós ficamos preocupados porque os grãos estavam amarelando já”, diz.

Neste mesmo período do ano passado, a colheita do conilon no estado ainda estava na metade. Já este ano, a realidade é bem diferente. Ainda no início de junho, a safra já está no fim.

No norte do Espírito Santo, mais de 80% do café conilon já foi colhido. Os produtores reclamam, no entanto, das perdas provocadas pelo clima desfavorável.

Um café que acabou de ser colhido, aparentemente está bonito, grande, mas só parece. Depois que passa pelo secador e pela pilagem é que o produtor vê que o grão está pequeno e precisa de mais café para encher uma saca.

A maior cooperativa de café do estado recebeu na última safra perto de um milhão de sacas. A previsão agora é que deve sobrar espaço nos armazéns, por outro lado, os produtores de conilon ou robusta encontram este ano um mercado mais favorável do que o pessoal que lida com os cafés arábica de melhor qualidade.

Há 10 anos, por exemplo, uma saca do arábica valia 50% a mais do que a do conilon. Essa diferença vem diminuindo e hoje é de apenas 11%.

Luís Polesi, presidente do Centro do Comércio do Café do Espírito Santo, fala sobre os motivos deste comportamento do mercado. Confira a entrevista no vídeo com a reportagem completa.

Fonte: Globo Rural

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