Chuvas continuam na região de café de MG; põem em risco qualidade

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Cafeicultores ligados à Cooxupé, maior cooperativa de produtores de café do mundo, continuam enfrentando chuvas em suas áreas de atuação em Minas Gerais, o que ameaça a qualidade do produto, segundo informe da entidade desta quinta-feira.

"Caso a chuva perdure, poderemos ter uma grande diminuição na oferta de cafés de qualidade. Choveu durante a noite e hoje ainda está chovendo em algumas de nossas regiões", afirmou a cooperativa, por meio de sua assessoria de imprensa.

Até o último sábado, produtores da Cooxupé haviam colhido quase 14 por cento da safra de café esperada, em um ritmo mais acelerado do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando nesta época produtores tinham feito a colheita em 9 por cento da área.

A Cooxupé informou que a colheita está mais adiantada este ano porque o processo de maturação adiantou em 2013, com o tempo quente em meses anteriores, "e consequentemente a colheita iniciou um pouco mais cedo", antes do período chuvoso.

Agora, as chuvas causam atrasos. Em algumas regiões produtoras já choveu este mês mais do que a média para junho.

A área de atuação da Cooxupé, no Sul de Minas e Cerrado Mineiro, tem expectativa inicial de colheita de cerca de 8,5 milhões de sacas de 60 kg, o que já seria uma queda de 15 por cento na comparação com a temporada passada, em função de o ciclo atual ser o ano de baixa produtividade na bianualidade do café arábica.

Mas as colheitas iniciais, de grãos "muito miúdos", indicam a possibilidade de uma produção ainda menor, disse à Reuters na semana passada o presidente da cooperativa, Carlos Paulino da Costa.

O volume de café estimado para as regiões da Cooxupé representa 17,5 por cento da produção prevista para o país pelo Ministério da Agricultura, de 48,6 milhões de sacas de 60 kg, a maior safra para um ano de baixa do arábica.

Fonte: Reuters via Rede Social do Café

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