Cerca de 97% dos brasileiros consomem café todos os dias

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Os amantes do café têm mais um motivo para comemorar no próximo dia 24: a data foi incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos como Dia Nacional do Café, desde 2005. De acordo com pesquisa anual da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), 97% dos brasileiros acima dos 15 anos consumem ao menos uma xícara diariamente.

Segundo a chefe da nutrição do Hospital e Maternidade Dr. Christovão da Gama, Silmara Teruel, uma medida aceitável de consumo de café é de 400 ml a 600 ml, ou de oito a 12 xícaras pequenas, diariamente. "Mas isso depende da pessoa que consome. Se for uma pessoa mais sensível, o ideal é diminuir essa quantidade", ensina. Quando o assunto é o expresso, mais concentrado, o consumo deve ser cortado pela metade.

Por conter substâncias estimulantes, o café estimula memória, aumenta a capacidade de atenção e a disposição. "Alguns estudos indicam que a bebida age até na redução da depressão. Mas as mesmas substâncias que trazem esses benefícios, em grande quantidade podem causar taquicardia, insônia e agitação. Por isso, a ingestão deve ser moderada, principalmente no caso de gastrite, já que o café pode agredir a mucosa intestinal", aponta Silmara.

Destaque na economia

"O café merece uma data comemorativa por tudo o que este produto já fez pela nossa economia", diz o diretor-executivo da Abic, Natan Herszkowicz. Responsável pelo desenvolvimento dos transportes, da arquitetura e até das artes, o café ainda hoje ocupa um papel de destaque na balança comercial brasileira. Atualmente é o sexto produto do agro negócio em exportação. "Além disso, o café é hoje o maior empregador do Brasil, considerando toda a cadeia produtiva, com 6 milhões de trabalhadores", revela Herszkowicz.

Apontada como a segunda bebida mais consumida no Brasil – atrás apenas da água – o café ainda é uma novidade nos países asiáticos. "Somente 20% da população mundial consome café. Isso porque nos países orientais, a tradição sempre foi o consumo do chá. Mas devido a ocidentalização das culturas, esse mercado está se abrindo. Para o Brasil, que é o maior produtor do mundo, isso significa boas perspectivas", diz o diretor da Abic. 

Fonte: Repórter Diário 

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