Cepea registra preço menor no arábica e no robusta

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Os valores dos cafés robusta e arábica seguem recuando com força no mercado físico brasileiro. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (31/10) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “As negociações ainda estão em ritmo lento, com boa parte dos vendedores retraída”, diz o informe.

No acumulado do mês de outubro, até o dia 30, a desvalorização do café arábica é de 7,46%, uma perda equivalente a R4 19,55 por saca de 60 quilos. Nesta quarta-feira, o indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 242,40 por saca.

No mesmo período, o café robusta teve uma desvalorização ainda maior, de acordo com os indicadores do Cepea. A baixa acumulada até o dia 30 é de 17%, o equivalente a uma perda de mais de R$ 35 por saca de 60 quilos. Na última quarta-feira, o indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 187,63 por saca.

“Nesse cenário, cafeicultores tem se mobilizado para pedir mais apoio ao governo federal, na expectativa de que, pelo menos no curto prazo, tragam certo alívio no fluxo de caixa de produtores e limitem as perdas.”

Maior produtor e exportador de café do mundo, o Brasil sente os reflexos de uma queda generalizada dos preços do produto no mercado global. O indicador composto medido pela Organização Internacional do Café (OIC) registra queda de 6,03% neste mês até o dia 30.

O valor, que pondera preços de três grupos de café arábica e um de robusta, caiu de US$ 1,0799 por libra-peso para R$ 1,0147. O grupo de cafés naturais brasileiros recuou de R$ 1,1034 para US$ 1,0436 por libra-peso, uma desvalorização de 5,41%.

Em setembro, de acordo com a OIC, o indicador composto já havia registrado o nível mais baixo desde 2009, acumulando uma queda de 4%. Em relatório divulgado no início deste mês, a instituição avaliou que as perdas ocorridas na América Central por causa da ferrugem foram compensadas por outros países, resultando assim em um aumento de 9,6% na oferta de café 2012/2013.

Fonte: Globo Rural Online

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