CCCMG recebe curso de certificação no modelo UTZ

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O Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais – CCCMG, em Varginha, recebeu na quarta e quinta-feira (28 e 29/11), um curso de formação e capacitação de auditores internos nos modelos UTZ de Certificação de café. O evento foi realizado pela empresa WQS Certificações de Produtos Ltda e contou com a participação de cerca de 30 alunos.

De acordo com o representante do departamento agrícola da WQS, André Tanzi, o curso abrangeu sobre Código de Conduta e Cadeia de Custódia. “O objetivo deste curso é a formação de pessoas como consultores e possíveis auditores para trabalharem com os pequenos e médios produtores na certificação dos cafés pelas normas UTZ”, destaca André. A norma UTZ é direcionada à produção do café e cacau.

Ainda segundo André, a certificação serve como forma de agregar valor ao produto respeitando normas ambientais, sociais e de produção. “O feedback com os alunos foi muito positivo. Ao final do evento apresentamos uma pesquisa para o levantamento da satisfação do participante.

De acordo com o engenheiro agrônomo, Eduardo Bianchi Junqueira Santos, a Cadeia de Custódia compreende toda logística que o café passa depois de sair da fazenda, como por exemplo, o transporte, armazenagem, torrefação etc. “Passamos o check-list da UTZ para os representantes de unidades armazenadoras que se adequaram a esse Código de Conduta, interpretando item por item, mostrando quais são as exigências que nós temos que adequar para cumprir as normas exigidas”, explica o instrutor do curso.

CCCMG recebe curso de certificação no modelo UTZ
Ainda segundo ele, a tendência mundial é a produção de café de forma sustentável. “A UTZ vem crescendo há vários anos e percebe-se um crescimento de certificação acima do esperado. Atualmente a Cadeia de Custódia, ou seja, os armazéns, para receberem os cafés certificados UTZ precisam estar obrigatoriamente certificados. É uma demanda mundial e um mercado crescente que paga um prêmio por este café certificado. Hoje o produtor consegue receber até R$20 a mais na cotação do dia por este café que colheu”, disse Bianchi.

O agrônomo acredita que em um futuro próximo o produtor que não for certificado e quiser vender para mercado consumidor externo não terá grandes chances. “Se o produtor não tiver nenhum selo de sustentabilidade não conseguirá escoar sua produção. Isso é uma tendência mundial e a demanda será o café sustentável”, finaliza o instrutor.

Por Luiz Valeriano / Ascom CCCMG

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