Carvalhaes comenta fortes altas da última semana em NY

Imprimir

Os sólidos fundamentos, a oferta apertada nas origens e a rolagem de posições de maio para julho, sustentaram mais uma semana de fortes altas nos contratos de café da ICE Futures US em Nova Iorque, levando novamente as cotações a se aproximarem dos três dólares por libra peso. O comentário parte do boletim semanal do Escritório Carvalhaes.

Segundo Carvalhaes, no Brasil, o mercado físico apresentou-se firme, com muita disputa pelos poucos lotes de arábica de boa qualidade que chegaram ao mercado. O real, cada vez mais valorizado frente ao dólar, dificulta o desenvolvimento dos negócios.

O boletim colocou que um estudo do banco Credit Suisse, divulgado pelo jornal "O Estado de São Paulo", revela que o peso das commodities nas exportações brasileiras atingiu 69,4% em 2010. Seis produtos – minério de ferro, petróleo, soja, açúcar, aço e celulose – foram responsáveis por 50% das exportações de US$ 201,9 bilhões em 2010. Até cinqüenta anos atrás este papel era exercido pela exportação de café, que sozinha era  responsável por metade da receita cambial brasileira. 

Esses números reforçam a análise de Carvalhaes sobre os dados divulgados pela OIC – Organização Internacional do Café em seu relatório de março.

O boletim aborda que, em 2010, o Brasil, em sua longa história como exportador de café, iniciada por volta de 1742, bateu seu recorde, em volume e receita. 

Exportamos o maior volume de todos esses 268 anos e mesmo assim o café não ficou, em receita, entre as seis principais commodities exportadas em 2010. Esta impressionante perda de espaço do café na receita cambial brasileira, apesar de continuarmos no posto de maior exportador de café do mundo, deixa claro como nas últimas décadas os preços do café subiram pouco em relação aos de  outras commodities, ressalta Carvalhaes. 

Os baixos estoques de café em todo o mundo e a produção mundial crescendo menos que o consumo, não são reflexo apenas das mudanças climáticas. São conseqüência principalmente dos preços praticados por muitos anos no comércio internacional, mascarados até o ano passado pelos estoques internacionais, diz Carvalhaes. Com os estoques perigosamente baixos, o quadro ficou claro e os preços começaram a reagir. O agravamento dos problemas climáticos complica ainda mais o cenário, conclui o boletim.

Fonte: Safras & Mercado

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *