Cafeterias ganham espaço e caem no gosto de consumidores; empresária fala sobre aprendizado

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As cafeterias caíram no gosto do consumidor brasileiro. Para quem gosta de café, nada mais satisfatório do que provar um bom cafezinho em uma dessas casas que tem como especialidade os vários tipos da bebida produzidos com o grão.

Em Poços de Caldas (MG), não é difícil encontrar uma destas cafeterias. Basta uma volta rápida por algumas das principais ruas do Centro para se deparar com locais repletos de clientes e cheios de opções. Um verdadeiro leque de alternativas para quem quer saborear um café, isso sem falar das lanchonetes, padarias, entre outras opções onde também é possível encontrar a bebida.

Foi pensando em entrar para este ramo que a empresária Karine Trindade abriu seu primeiro negócio há quatro meses. Como ela mesma diz, sem saber os desafios que estavam por vir, “bateu cabeça” no início até conseguir, em pouco tempo, se estabilizar e oferecer ao cliente aquilo que ele deseja.

“Meu intuito no começo era montar um café em um lugar que eu era apaixonada, mas eu não tinha a menor ideia do que essa área exigia além de, simplesmente, servir um cafezinho”, comentou.

Sem a prática necessária e vivenciando um mundo totalmente diferente do que estava acostumada, a empresária conta que seus primeiros passos no ramo foram muito difíceis, com muitas reclamações, porém de muito aprendizado.

“Trabalhar com café exige muito entendimento e prática, pois os clientes estão cada vez mais exigentes devido à diversidade de tipos de cafés que existem. E o nome da minha cafeteria dava a entender que eu sabia tudo sobre cafés e como oferecê-los. Mas não, eu não sabia”, lembra.

“Muitas vezes os clientes não conseguiam entender quando a máquina resolvia tirar café morno. Tive muitas reclamações neste período, mas não tem como a gente saber o ponto certo do café sem experimentar cada xícara, e isso é impossível. Meu principal receio era servir o café de forma insatisfatória”, pontuou Karine.

Empresária investe em cafeteria em Poços de Caldas — Foto: Filipe Martins

Ciente de que a cafeteria não poderia servir apenas cafés, mas que era necessário dar opções aos clientes, a empresária conta que muitas foram as dificuldades encontradas por ela na hora de preparar o cardápio e definir quais seriam as guarnições que serviria junto ao cafezinho.

“Na primeira semana, do dia pra noite tive que me virar pra saber fazer o que eu ofereceria no meu cardápio. Em três meses meu cardápio foi alterado quatro vezes, justamente pra poder ter os melhores acompanhamentos de um cafezinho, sem muita frescura. Aprendi que não é preciso ter as coisas mais diferenciadas para comer, mas que é necessário apenas coisas boas para acompanhar o café. E é o que tem dado resultado. Sem inventar muito, sem coisas exuberantes e, principalmente, sem desperdício”, pontuou.

Hoje, em tão pouco tempo, Karine comemora os resultados que tem conquistado e, degustando um dos cafezinhos feitos por ela mesma, faz questão de dar uma dica para aqueles que estão pensando em entrar para o ramo.

“Temos que estar sempre abertos a opiniões, sugestões e críticas, pois cada dia é um aprendizado novo dentro dessa área que tem uma classe exigente e muito consumidora de café”, concluiu.

Fonte: G1 Sul de Minas (Por Filipe Martins)

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