Cafés especiais são a aposta dos produtores para o crescimento do mercado

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Apreciadores de café, profissionais especializados ou simplesmente consumidores estão cada vez mais atentos aos sabores, tipos, origem e novas formas de preparo da bebida. Os cafés especiais ou gourmet, como são conhecidos, têm caído no gosto dos brasileiros.

O café, para ser definido como especial, deve possuir características que reúnem atributos como doçura, acidez, aspecto e tamanho, com ausência de defeitos que levam a alterações de sabor. Quanto mais rara a sua característica, como doçura acentuada com notas frutais, maior seu valor.

Com foco nesse público mais exigente e nos produtores que seguem essa tendência, a Semana Internacional do Café – entre os dias 24 e 26 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte – traz programação que levará informações aos participantes por meio de fóruns, palestras e seminários, sobre os diferentes tipos de cafés e as regiões de Minas que têm se destacado. Saiba mais no http://semanainternacionaldocafe.com.br/br/ 

Atributos como doçura, acidez, aspecto e ausência de defeitos definem o café gourmet, que caiu no gosto dos brasileiros

Mercado

De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), até agosto deste ano o Brasil exportou seis milhões de sacas consideradas como especiais, um incremento de 8,5% sobre o mesmo período do ano passado.

Normalmente estes cafés são vendidos com ágio de 25% a 40% sobre o café comum. Exceções são cafés ganhadores de concurso ou com características raras, que atingem preços bem acima de R$ 1.000,00 a saca.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país produz, em média, 45 milhões de sacas de café e exporta, em média, 35 milhões de sacas. É o maior exportador do mundo, com receita anual de U$ 6 bilhões.

Certifica Minas

Os principais consumidores de cafés do mundo são a Europa, Estados Unidos e Japão, países que pagam bem e são exigentes quanto à qualidade do alimento.

Os cafeicultores, principalmente os de cafés especiais adotam padrões internacionais de certificação para atender estas exigências. Minas Gerais é o maior estado produtor do Brasil (53% da safra nacional) e criou um Programa de Certificação, o Certifica Minas Café, que tem levado muitos ganhos aos produtores, pois possibilita o acesso a vários compradores que exigem a certificação.

Segundo o coordenador técnico estadual de cafeicultura da Emater, Bernardino Cangussú Guimarães, o Certifica Minas é o maior programa de certificação público do mundo, com 1.400 produtores certificados e mais 600 em processo de certificação.

“É uma tendência o fato de que compradores de cafés especiais exijam cada vez mais a certificação. Apenas o atributo qualidade não será suficiente, O produtor terá que provar que adota práticas sustentáveis ambiental e socialmente corretas”, afirma Guimarães.

Cafés Especiais

Entre as diversas maneiras de identificar a qualidade de um produto, pode-se dizer que a combinação de espécie e variedade, condições de solo, altitude, relevo e clima, e principalmente os cuidados durante o cultivo, colheita, secagem, classificação, armazenamento e transporte são a base primordial para definir a qualidade do que poderá ser um café especial.

As condições climáticas são variáveis, de difícil controle e resultam na flutuação de qualidade do café de um ano para outro.

A classificação destes cafés se dá em uma tabela Specialty Coffee Association of America (SCAA), onde o café, para ser considerado especial não deve ter defeitos (no máximo 5), ser livre de impurezas e ter no mínimo um atributo bem definido de aroma, corpo, sabor ou acidez, atingindo no mínimo 80 pontos nesta escala, que vai até 100 pontos.

Os cafés especiais podem ser encontrados em todas as regiões do estado, o que difere é a característica que cada local confere ao produto. No Sul de Minas temos uma bebida adocicada e encorpada.

O café do Cerrado tem aroma intenso e acidez cítrica. Nas Matas de Minas (Zona da Mata), os cafés têm como característica a doçura, e na região das Chapadas temos cafés com baixa acidez e bebida encorpada.

Alguns plantios acima de 1000 metros de altitude, como na região da Serra da Mantiqueira, Caparaó e Chapadão do Ferro, têm produzido cafés raros, alcançando altos valores de mercado.

Carlos Eduardo Oliveira, administrador de cafeteria aqui em Belo Horizonte, informa que um café nunca é igual ao outro e que na hora de comprar para o estabelecimento muitos aspectos são conferidos.

O primeiro deles é se o café possui o selo de certificação. “Além da qualidade, priorizamos os pequenos produtores e a região onde o café é produzido, sempre trazendo algo diferente aos mais exigentes consumidores”.

Serviço
Semana Internacional do Café (Visitante)
Data:24 a 26/09
Horário:11h às 20h
Local:Expominas – Avenida Amazonas 6.030, bairro Gameleira – Belo Horizonte (MG)

Ingressos
Pessoa Jurídica e profissionais do setor: entrada gratuita
Produtor:Utilizar o número do Cartão Produtor
Profissionais do setor que não possuem CNPJ:R$ 20,00

Fonte: Agência Minas

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