Cafés especiais do concurso do Programa ATeG são doados para entidades

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Depois do sucesso do cupping do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG Café), realizado no ano passado pelo Senar Minas, muitos cafeicultores decidiram doar o restante das amostras para entidades.

Ao término do concurso, o Senar devolveu aos produtores o restante das amostras, que foram guardadas para contra-prova. Além disso, os cafeicultores receberam a análise dos cafés, feita pelo Q-graders que fizeram a classificação dos grãos e a degustação da bebida.

Os grãos foram torrados e moídos e cerca de 115 quilos de café foram entregues a entidades de Alto Caparaó, Alto Jequitibá e Manhuaçu, por exemplo. O gesto de solidariedade contou com a participação de técnicos do programa e produtores.

O técnico Sebastião Vinícius Brinate entregou as doações para asilos de Alto Caparaó e Alto Jequitibá. “Conversei com os produtores que atendo e chegamos a essa decisão juntos. Só pelo fato da visita, as pessoas das instituições já ficaram felizes, mas também por terem a oportunidade de experimentar um café especial”, contou.

Já o técnico Marcelo Souza Pinheiro levou o pó de café para o Centro Terapêutico de Manhuaçu, que trata casos de dependentes químicos, para uma pastoral que cuida de famílias carentes e uma creche.

“Analisei o quanto cada instituição utiliza por mês e dividi para várias entidades. Desta forma podemos beneficiar várias pessoas”, afirmou. Ele ainda fará doações na próxima segunda-feira (30).

Melhores cafés

O concurso selecionou os melhores cafés dos produtores rurais atendidos pelo programa ATeG. A final ocorreu em Belo Horizonte durante a Semana Internacional do Café (SIC). No total, foram recebidas 197 amostras de cafeicultores da região das Matas de Minas e do Sul do estado, nas categorias Natural e Cereja Descascado.

ATeG Café

O programa é inédito no estado e busca ajudar os cafeicultores a vencer desafios a partir da transferência de tecnologia associada à consultoria gerencial. Seiscentos produtores são beneficiados nas Matas de Minas e no Sul do estado em 42 municípios.

A metodologia do programa está fundamentada em cinco etapas: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática de resultados. A previsão de duração é de quatro anos.

Cada técnico monitora e orienta um grupo de 30 produtores. Nas visitas técnicas, que ocorrem mensalmente, o profissional orienta o produtor a aplicar métodos que vão melhor a produção, a qualidade e a comercialização do café. A função da assistência técnica é fazer um trabalho de acompanhamento, apontando erros e implantando métodos inovadores de produção.

Fonte: Assessoria de Comunicação Senar Minas – Regional Viçosa (Por Nathalie Guimarães)

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