Cafeicultores pedem prorrogação de dívida de Custeio do Funcafé ao Governo

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O Conselho Nacional do Café (CNC) solicitou ao governo que prorrogue os vencimentos das operações de custeio contratadas, no ano passado, com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Ofício nesse sentido foi encaminhado nesta semana ao Ministério da Agricultura.

Conforme o CNC, que reúne as principais cooperativas do setor, a medida é necessária por causa da menor capacidade de pagamento dos produtores, que vivenciam substantiva redução de renda e estão sujeitos a ficarem inadimplentes em virtude de duas frustrações consecutivas de safra, da elevação dos custos de produção e dos baixos preços pagos em razão da qualidade do café produzido.

Entre as medidas, o CNC citou a necessidade de suspensão imediata dos vencimentos dos financiamentos de custeio contratados em 2014, com recursos do Funcafé, até que as entidades representativas do setor produtivo (CNC e Confederação da Agricultura e Pecuária – CNA) realizem levantamento sobre a real necessidade de prorrogação dos prazos de pagamento; prorrogação dos financiamentos de custeio do Funcafé, vincendos em 2015, por prazo a ser apontado em estudo em fase de elaboração pelo setor; e garantia de acesso a novos financiamentos pelos cafeicultores a serem beneficiados por essas medidas.

O presidente executivo do CNC, Silas Brasileiro, informa em comunicado que o Conselho contratou, com recursos próprios, estudo para levantar o estoque de dívidas da cafeicultura, especificando os estratos de renda e regiões em situação de maior vulnerabilidade. "Esse trabalho já está em andamento e, tão logo seja concluído, apresentaremos para a ministra Kátia Abreu, conforme acordado em audiência no dia 18 de agosto", diz Brasileiro.

De acordo com o CNC, o Ministério da Agricultura já liberou para os agentes financeiros recursos do Funcafé da ordem de R$ 1,297 bilhão, até o dia 10 de setembro. Esse montante corresponde a 33,09% do total contratado pelas instituições até o dia 17 de setembro, que somava R$ 3,920 bilhões.

Fonte: Agência Estado via CNC

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