Cafeicultores e caminhoneiros insatisfeitos com o governo colombiano

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Cafeicultores e transportadores de carga do departamento (estado colombiano) de Antioquia se mostraram hoje insatisfeitos com a gestão do presidente Juan Manuel Santos durante seu primeiro mandato de governo (2010-2014).

Santos não cumpriu a fundo parte do que foi exposto ontem em sua prestação de contas, em especial o relativo a nossos setores, argumentaram.

Para os caminhoneiros, que reconhecem o esforço do ministério no que se refere a seu setor, não houve avanços na regulamentação e reposição do parque automotor de carga, a relação econômica foi nefasta e ainda se mantém a insegurança nas estradas.

O balanço em tudo é regular, afirmou o diretor da Associação de Transporte de Carga em Antioquia, Luis Orlando Ramírez.

Os cafeicultores, por sua vez, apesar de reconhecerem o subsídio à renda cafeteira (PIC) hoje em 60 mil pesos (32 dólares) carga de 125 quilogramas, alegam que ainda falta dinheiro e que conseguir esse apoio foi uma vitória própria, conquistada com as greves nas estradas do país.

"Para nós não tem sido tão bom este governo porque nos custou até mortos brigar por um pouco de bem-estar, queremos dizer a este país que nós, os camponeses, malvivemos, talvez só sobrevivemos", sustentou o porta-voz de Dignidade Cafeteira em Antioquia, Jesús María Henao.

Ambos grêmios exigiram que o presidente escute a voz dos afetados durante o segundo período que exercerá como primeiro mandatário do país, do qual tomará posse na próxima quinta-feira.

Em sua prestação de contas, o chefe de Estado colombiano apresentou, durante quatro horas, um balanço positivo de seu mandato ainda que tenha admitido que ainda falta muito por fazer, as necessidades do país são imensas, afirmou.

No entanto, destacou os avanços registrados, em sua opinião na educação (com a gratuidade do ensino primário e secundário, que beneficia nove milhões de crianças e adolescentes), a restauração das relações com países vizinhos como Venezuela e Equador e o processo de paz com a guerrilha das FARC-EP, que catalogou como o grande desafio da história na Colômbia.

Também aludiu ao plano de moradias gratuitas (100 mil entregues e outras 900 mil em perspectiva), o aumento do investimento estrangeiro e o início de um processo de restauração da infraestrutura viária que prevê a construção de uma rede de estradas a um custo de 25 bilhões de dólares.

Fonte: Prensa Latina via CNC

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