Cafeicultor espera saca subir a R$ 420 para exportar, diz Maros

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Os cafeicultores do Brasil, maior produtor mundial do grão, estão segurando a produção após uma safra recorde à espera de uma alta dos preços e estão bem capitalizados para os próximos meses, disse o diretor de uma corretora especializada em café.

Os produtores de café arábica só devem voltar a vender sua produção em maior escala quando o preço da saca atingir R$ 420, disse Marcus Magalhães, diretor executivo da Maros Corretora, do Espírito Santo. O café tipo arábica do Sul de Minas Gerais, maior área produtora do País, era vendido por R$ 372,63 a saca de 60 quilos ontem em média, de acordo com o Cepea.

“Os preços de mercado devem melhorar até o fim do ano”, disse Magalhães em uma entrevista por telefone de Vitória. “Os estoques estão baixos no mundo e a indústria vai ter de voltar a comprar café.”

Os preços dos contratos futuros de café caíram 29 por cento neste ano em Nova York, de acordo com dados compilados pela Bloomberg, após produtores colherem safra recorde e a desaceleração econômica mundial reduzir a demanda. O governo brasileiro anunciou neste ano a liberação de R$ 1,5 bilhão para estocagem do café.

Apesar da possibilidade de alta dos preços do café tipo arábica, no mercado do tipo robusta os valores estão próximos do que devem estar ao fim do ano, disse Ruy Barreto Filho, diretor da Sociedade Nacional de Agricultura.

“O mercado de robusta está muito firme agora, especialmente com a definição da safra do Vietnã”, disse Ruy Barreto Filho em uma entrevista por telefone do Rio de Janeiro. “Para o arábica, ainda vemos espaço para crescimento dos preços.”

Fonte: Bloomberg

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