Café volta a cair na ICE e flerta novamente com mínimas de 49 meses

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Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com novas perdas, com a primeira posição voltando a flertar com os menores patamares em mais de 49 meses. Ao longo da semana, que se mostrava até favorável para uma correção, nos dois primeiros pregões, o que se observou foi uma reversão do quadro e um fechamento com perda de 95 pontos. 

O mercado se mostra técnico e com dados externos indicando temor em relação às dívidas dos Estados Unidos, vários players se mostraram mais estimulados a sair do risco de uma operação como a do café e apostar em portos mais seguros, como é o caso do ouro. Adicionalmente, as recentes chuvas no cinturão cafeeiro do Brasil estimularam uma das mais belas floradas dos últimos anos e também abriram espaço para a perspectiva de que a safra de 2014 do maior produtor mundial será das mais altas da história, com alguns players até especulando em volumes recordes.

Diante disso, a leitura nos terminais continua a ser baixista, independentemente de o mercado se encontrar francamente sobrevendido. Questões pontuais, como a quebra dos centro-americanos e o leilão de opções no Brasil, deveriam ser contrapontos para os preços ao menos se equilibrarem, mas diante de um quadro tão baixista, esses temas estão passando ao largo das vendas efetivas de muitos operadores.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve queda de 195 pontos, com 113,70 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 115,90 centavos e a mínima de 113,50 centavos, com o março registrando desvalorização de 195 pontos, com 116,85 centavos por libra, com a máxima em 119,00 centavos e a mínima em 116,65 centavos.

Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve desvalorização de 52 dólares, com 1.611 dólares por tonelada, com o janeiro tendo perda de 51 dólares, para o nível de 1.620 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por vendas especulativas, diante de um cenário marcado pelo viés baixista. O segmento externo também influenciou a retração cafeeira.

Fonte: AgnoCafé via Costa Comissária

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