Café terá crédito com base no preço mínimo

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Representantes da cadeia produtiva do café, reunidos quinta-feira (20) em Brasília, decidiram, de forma consensual, aplicar um novo mecanismo para financiar a safra 2010/2011, cuja colheita já se iniciou e promete ser uma das maiores de todos os tempos. Conforme o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes, ficou acertado que haverá uma linha de crédito para estocagem, com base no preço mínimo de garantia de R$ 261,69 a saca de 60 kg de café arábica.

Ximenes disse que não se discutiu o montante para essa linha, nem o volume de café a ser financiado. A ideia é que a linha de crédito seja estendida a todos os segmentos da cafeicultura.

Parte do setor produtivo reivindica recursos para 20 milhões de sacas, o que demandaria entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões. O mecanismo só entrará em operação se o valor de mercado da saca de café ficar abaixo do mínimo de garantia. Uma subvenção completaria a diferença entre o preço de mercado e o mínimo de garantia, como forma de sustentar valorização do preço pago ao produtor. "Agora os ministérios da Fazenda e da Agricultura vão analisar o mecanismo, que precisa de rápida implementação."

Paralelamente, o governo já autorizou a aplicação de R$ 2,08 bilhões em recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para apoiar a safra 2010/1011. Foram destinados R$ 313 milhões para custeio, R$ 522 milhões em colheita, R$ 940 milhões para estocagem e R$ 313 milhões em Financiamento de Aquisição de Café (FAC).

Fonte: DCI – Diário do Comércio & Indústria

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