Café tem dia de ligeira alta na ICE, após mercados se reerguerem

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Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com ganhos modestos, em um dia em que o mercado buscou uma recuperação, após a pressão exercida pelo cenário externo ao longo da sessão passada. Na primeira parte do dia, ganhos mais expansivos puderam ser notados e, até com certa facilidade, a posição setembro conseguiu se localizar acima do nível de 235,00 centavos por libra peso.

No entanto, na segunda metade da sessão, uma desaceleração foi verificada e os preços chegaram, inclusive, a testar níveis de baixa. Enquanto as bolsas de valores demonstraram uma boa recuperação, devolvendo praticamente todas as perdas do dia anterior, no segmento de commodities as pressões continuaram efetivas ao final do dia, com alguns players buscando resguardo, mais uma vez, em segmentos de menor risco.

Assim, algumas matérias-primas voltaram a recuar. O cenário só não foi mais negativo devido ao dólar, que registrou uma perda considerável em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que, efetivamente, animou alguns players mais seguros a não realizar vendas mais extremas. Fundamentalmente, o mercado de café não conta com novidades. Alguns atrasos em remessas do Vietnã continuam a ser reportadas por traders em Ho Chi Min, no entanto, tal fator já é bastante assimilado pelos operadores.

Por outro lado, o clima no Brasil voltou a registrar temperaturas de amenas a altas, afastando o temor de geadas da semana anterior. Ainda em relação às geadas, cooperativas do sul de Minas Gerais reportaram que a ocorrência recente atingiu algumas lavouras da região, no entanto, as perdas deverão ser mínimas, o que contraria a expectativa anterior, que previa, inclusive, perdas consideráveis de milhares de sacas.

No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 55 pontos com 234,75 centavos, sendo a máxima em 238,10 e a mínima em 232,60 centavos por libra, com o dezembro registrando oscilação positiva de 55 pontos, com a libra a 238,50 centavos, sendo a máxima em 241,80 e a mínima em 236,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou alta de 48 dólares, com 2.098 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 44 dólares, com 2.128 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas recompras, após as liquidações da segunda-feira. Com os mercados externos demonstrando uma recuperação, o café conseguiu “flutuar” mais livremente e os vendedores se mostraram reticentes, sendo mais efetivos apenas na segunda parte do dia, quando várias venda no segmento de commodities foram reportadas. Mesmo com a pressão, o café conseguiu se manter no lado positivo.

No after-hours, no entanto, o fechamento se deu com perdas, ainda que também moderadas. “Conseguimos passar por esse começo de semana turbulento sem grandes oscilações. O que vimos foram quedas apenas relativas na segunda e ligeiras altas hoje, algo bem menos agressivo que o verificado, por exemplo, no petróleo. Continuamos dentro de um cenário de certa consolidação e, ainda que continuemos em um viés baixista, as perdas não estão sendo das mais consideráveis”, disse um trader.

Nesta terça-feira, o Banco Central dos Estados Unidos manteve inalterada a taxa básica de juros da economia, entre 0% e 0,25%. No comunicado, o Federal Reserve indicou que os riscos de piora da economia aumentaram e afirmou que as informações analisadas pelo Fomc (o comitê de política monetária dos Estados Unidos) desde junho indicam que o crescimento da economia tem sido “consideravelmente menor” do que se esperava.

As exportações de café do México em julho totalizaram 256.828 sacas, 37% a mais que no mesmo mês do ano passado, informou a Associação dos Produtores de Café do México. Essas remessas geraram uma receita de 70,5 milhões de dólares, contra 40 milhões de dólares de julho de 2010. Entre outubro de 2010 e julho de 2011, as remessas do país ao exterior chegaram a 2,3 milhões de sacas, 3% a mais que nos dez primeiros meses do ano anterior.

O principal destino das remessas cafeeiras do país são os Estados Unidos, com 61% do total, seguidos da Bélgica e Canadá. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 26.780 sacas, indo para 1.497.483 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 27.090 lotes, com as opções tendo 5.214 calls e 2.195 puts.

Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 238,10, 238,50, 239,00, 239,50, 239,90-240,00, 240,50, 241,00, 241,50, 242,00, 242,50 e 243,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 232,60-232,50, 232,00, 231,50 231,35, 231,00, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00, 228,50, 228,00, 227,50 e 227,00 centavos por libra.

Fonte: AgnoCafe

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