Café sofre com as altas temperaturas e o potencial produtivo terá uma redução

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O mês até o momento foi caracterizado por um tempo mais seco e quente e os cafezais do Sudeste estão sofrendo com a falta de chuvas. As taxas de evapotranspiração estão elevadíssimas e, com isso, o café já se encontra em déficit hídrico, sendo que os níveis de armazenamento de água no solo poderão ficar abaixo dos 50% no final da próxima semana. A maioria das lavouras está em fase de enchimento de grãos que, por conta da estiagem, ficarão com peso menor. A última semana foi de chuvas mais generalizadas, porém a previsão mostra, a partir de agora, um período mais prolongado de tempo seco.

Na região de Araguari-MG a média de chuva para janeiro é de 250mm mas, até agora, o acumulado é de apenas 118mm, sendo que cerca de 80mm foram observados nesta semana. Além da falta de água no solo, com o tempo mais seco, as pragas como bicho mineiro e broca, se reproduzem mais e, como os produtores estão sem incentivo para investir em suas lavouras, as perdas poderão ser maiores.

O clima tem atrapalhado os produtores de café desde o início da safra. No Espírito Santo e na zona da mata de Minas Gerais as fortes e constantes chuvas ocorridas em dezembro provocaram perdas significativas em várias lavouras, onde grande parte dos grãos foi derrubada pelas águas. Mas a queda na produção nacional do grão também está ligada aos baixos preços da commodity. “Vários produtores estão diminuindo as quantidades aplicadas de adubos e demais fertilizantes, o que no fim resulta numa diminuição no potencial produtivo dessas lavouras”, explica o agrometeorologista da Somar, Marco Antonio dos Santos.

A previsão não é animadora. Depois de alguns dias com chuvas nos fins de tarde, o corredor de umidade da Amazônia afasta-se das áreas produtoras de café do centro e sul do Brasil. Com isso, a região passará por um período de tempo ainda mais seco e quente que o atual especialmente a partir do domingo.

As informações são do Jornal do Tempo, adaptadas pelo CafePoint.

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