Café sobe na semana mesmo com instabilidade de mercados

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Diante do cenário de volatilidade e de fortes recuos registrados nas principais bolsas mundiais, os contratos futuros do café apresentaram ganhos, até ontem, na comparação com o fechamento da última sexta-feira.

Segundo analistas, as altas de segunda e terça-feira, motivadas por movimentos de correção, sobrepuseram-se sobre as perdas de quarta e quinta, puxadas pela aversão ao risco e pela força do dólar, cenário que se intensificou a partir do anúncio de pandemia do novo coronavírus feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O pânico global impactou fortemente a economia e fez o dólar comercial disparar, tendo rompido, no Brasil, a casa dos R$ 5 na quinta-feira, apesar das intervenções realizadas pelo Banco Central, que ofertou, em quatro leilões, US$ 1,8 bilhão para segurar a moeda. No fechamento, a divisa foi cotada a R$ 4,7857, acumulando ganhos semanais de 3,3%.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/2020 do contrato “C” encerrou o pregão de ontem a US$ 1,0885 por libra-peso, registrando alta semanal de 145 pontos. Na ICE Europe, o vencimento maio/2020 do café robusta subiu US$ 4 no período, negociado a US$ 1.249 por tonelada.

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia menciona que, com a aproximação do outono e a concentração das instabilidades no Norte e no Nordeste do Brasil, a chuva vai perdendo força no Sudeste. O tempo firme predominará no sábado, mas, no domingo e começo da semana, ainda ocorrerão pancadas mais concentradas no período da tarde e de forma isolada e passageira.

No mercado físico, os preços acompanharam o desempenho internacional e se valorizaram na semana. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon situaram-se em R$ 544,55/sc e R$ 318,04/sc, com ganhos, respectivamente, de 3,7% e 2,2%.

O Cepea comunica que, para o robusta, o cenário atraiu vendedores e compradores ao mercado, possibilitando a realização de negócios no spot e no futuro. Já em relação ao arábica, os atores permaneceram retraídos e a liquidez segue baixa.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNC

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