Café servido na ALMG é cultivado de forma experimental no Sul de Minas

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Em Minas é tradição. Chegou visita em casa, tem que servir, pelo menos, um café. E tem que ser novinho, coado na hora. Na Assembleia do estado, esse hábito bem mineiro é preservado. Diariamente, cerca de 700 cafezinhos são servidos para quem visita a Casa ou trabalha lá. Por mês, a estimativa é que aproximadamente 15 mil copinhos sejam distribuídos.

O Salão de Café fica logo antes da entrada do plenário e, toda vez que mais pó é colocado no coador, o cheiro da bebida se espalha pelo local, que é um ponto de encontro. E não é pouco pó! Um levantamento feito a pedido do G1 aponta que cerca de 65 quilos abastecem o espaço a cada mês.

Tem quem passe pelo local rapidinho, entre uma reunião e outra no plenário ou nas comissões e tem aqueles que recorrem ao cafezinho para conseguir uma injeção de ânimo depois do almoço e continuar a jornada de trabalho.

Mas tem também quem passe bem mais que uns minutinhos no Salão de Café. Nestes dias que o G1 está na Assembleia, teve gente fazendo reunião, estudando, assistindo às sessões da Casa que são transmitidas em uma TV que fica no local e apenas contemplando o tempo.

Natália Simões, de 21 anos, é estagiária no gabinete de um dos 77 deputados estaduais mineiros e passa pelo Salão de Café sempre quando vai acompanhar alguma reunião de comissão. “É ótimo, muito bom”, diz sobre o cafezinho.

Antes Salão de Chá, espaço foi rebatizado para valorizar tradição cafeeira do estado (Foto: Guilherme Bergamini/ALMG)

Janaína Mendes, de 31, é assessora parlamentar no mesmo gabinete e se diz “supercafezeira”. Segundo ela, o mito em torno do café do serviço público não tem vez no salão da Assembleia. “Prefiro até o café daqui do que o de dentro do gabinete, que a gente faz como se fosse em casa”, afirma.

O que elas não sabiam é que esse café tem um diferencial. Segundo a assessoria da Casa, ele é cultivado de maneira experimental em unidades da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) em Machado, Três Pontas e São Sebatião do Paraíso, no Sul de Minas. É da espécie Arábica e mistura grãos das variedades Catuaí, Mundo Novo, Paraíso e Bourbon.

Para os visitantes e servidores, o cafezinho é distribuído gratuitamente em copinhos de plástico de 50 ml e é possível escolher entre a bebida já adoçada ou sem açúcar. Para a Assembleia, a cortesia custa cerca de R$ 1,6 mil mensalmente, incluindo os gastos com pó, açúcar, adoçante e copos descartáveis.

No espaço, que até 2016 se chamava Salão de Chá, trabalham um garçom e cinco jovens aprendizes. A mudança do nome do local foi feita com objetivo de valorizar a ligação histórica e econômica de Minas Gerais com o café. Hoje, o estado é maior produtor do grão no país.

Fonte: G1 MG (Por Raquel Freitas)

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