Café registrou preços firmes em setembro com apreensão com oferta

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Porto Alegre, 30 de setembro de 2016 – O mercado internacional de café teve um mês de setembro de intensa volatilidade e de preços firmes no balanço do período. Em Nova York o mercado voltou a testar para cima a linha importante de US$ 1,50 a libra-peso, tendo rompido este patamar e ficado acima dele por um bom tempo.

A preocupação com a oferta global, com novas estimativas revisando para cima o déficit na oferta contra a demanda, manteve o mercado sustentado para o arábica, mesmo que o problema seja mais para o robusta (conilon). Além disso, há apreensão com o clima para a safra brasileira do próximo ano. Fala-se em quebra já certa para o conilon e existem os temores com a falta de umidade neste período agora de floradas, que vão vingar na produção do ano que vem.

No robusta, houve melhor sustentação na Bolsa de Londres. O Brasil teve uma quebra de safra em 2016, que deve vir também em 2017. E a produção de robusta do Vietnã 2016/17 também está ameaçada. Assim, a questão déficit na oferta é séria no robusta.

No balanço mensal, o arábica na Bolsa de Nova York no contrato dezembro acumulou até este dia 29 de setembro uma alta de 2,1%, tendo saído de 147,05 para 150,15 centavos de dólar por libra-peso no comparativo. Para o robusta em Londres, o contrato novembro subiu 10% no período, passando de US$ 1.828 para US$ 2.010 a tonelada.

No Brasil, o mercado sustentou-se também acompanhando os ganhos externos e a firmeza do dólar em alguns momentos, em que pese a moeda americana estar em patamares mais baixos.

No balanço mensal do mercado físico, o arábica bebida boa no sul de Minas Gerais da safra nova, com 15% de catação, subiu 5,1%, avançando de R$ 490,00 a saca do fim de agosto para R$ 515,00 nesta quinta-feira (29 de setembro). O dólar subiu no comercial no comparativo 0,7%, contribuindo para a sustentação no mercado físico dos cafés em reais.

Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, subiu 7,1%, passando de R$ 420,00 para R$ 450,00 a saca no comparativo, refletindo o quadro de oferta limitada neste ano.

Extraido do site Peabirus (por Gabriela Rodrigues Narazeth)

Fonte: Revista Cafeicultura

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