Café: pesquisador do IEA prevê volatilidade nas próximas semanas

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Em março de 2015, as expectativas de curto e médio prazo para o mercado de juros futuros da BM&F-Bovespa mantiveram-se pressionadas, especialmente entre a segunda e a terceira semanas do mês, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O acúmulo de resultados negativos das balanças comercial e de serviços aumentou a crença dos investidores de que, apesar da acentuada desvalorização da moeda brasileira, esta ainda não alcançou seu valor considerado de “equilíbrio”.

Os investidores do mercado de contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York atuaram de modo divergente ao longo do mês. Enquanto nas duas primeiras semanas as médias das cotações declinaram, nas duas últimas houve recuperação. Na posição de setembro de 2015 os contratos negociados na primeira semana fecharam com média de US$¢141,99/lbp, saltando para US$¢153,45/lbp na média da última semana, explica Celso Luis Vegro, pesquisador do IEA.

Na bolsa londrina, os contratos futuros de café robusta, após três semanas sem variações significativas nos patamares médios das cotações futuras, tiveram uma disparada na quarta semana. O arrefecimento dos embarques de café robusta por parte do Vietnã, associado à constatação de que o cinturão robusta capixaba venha a exibir menor quantidade colhida na corrente safra, pode ser a causa dessa alavancagem. 

A intensificação da posição vendida entre os fundos e grandes investidores comprovou o efeito manada, já apontado na análise anterior. Na primeira semana do mês a posição, já eram somados 6.710 contratos líquidos vendidos, enquanto na última semana esse montante quase dobrou.

Em atitude preventiva, diante das incertezas do clima nos cinturões cafeeiros do Brasil, compradores internacionais buscaram incrementar seus estoques. Estoques recompostos e câmbio tensionado formaram quadro justo para que o mercado teste novas baixas para as cotações futuras. Se for juntada essa perspectiva à abertura da especulação com relação às ondas de frio que atingem o cinturão cafeeiro brasileiro a partir de maio, espera-se grande volatilidade nas cotações do produto nas próximas semanas. 

Para ler o artigo na íntegra e consultar os gráficos, clique aqui.

Fonte: IEA Assessoria de Imprensa (Nara Guimarães) via CNC

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