Café: Nova York deve consolidar ganhos

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Os contratos futuros de café arábica encerram a primeira semana de 2017 em recuperação na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado voltou a trabalhar acima de 140 cents e pode consolidar ganhos dos últimos cinco pregões. As novidades são escassas neste início de ano, com o mercado retomando volume de negócios, depois das Festas de fim de ano.

As cotações têm acompanhado os indicadores técnicos. Nesse sentido, segundo análise da Dow Jones, o vencimento março/17 já conseguiu romper a média móvel de 20 dias, a 140,25 cents, o que é positivo. A resistência, no entanto, continua firme a 145,25 cents (máxima de 20 de dezembro) e 150,25 cents (média móvel de 40 dias). O suporte está em 139,05 cents. No longo prazo, os contratos oscilam de um pico a 179,55 cents, alcançado em novembro passado, e a recente mínima de 132,85, marcada em 28 de dezembro.

O enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas favorece as commodities. Ontem a moeda norte-americana voltou a ceder, depois de ter atingido o nível mais alto em 14 anos, na terça-feira. Entre outros fatores, fracos dados econômicos dos EUA pressionaram a divisa. A ADP divulgou que o mercado de trabalho dos EUA gerou 153 mil vagas no setor privado em dezembro, abaixo da expectativa de 168 mil feita por analistas consultados pelo Wall Street Journal. O número é uma prévia para o relatório de emprego do Departamento de Trabalho, conhecido como payroll, que sai hoje. Internamente, o dólar fechou a R$ 3,1980, queda de 0,7% no dia.

Também deve ser divulgado hoje à tarde o relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), com posicionamento de traders, no mercado futuro de café, referente à semana encerrada em 27 de dezembro. No levantamento anterior, da semana encerrada em 20 de dezembro, os fundos estavam com saldo líquido comprado de 7.811 lotes.

O clima tem contribuído para o bom desenvolvimento das lavouras brasileiras de café, cuja colheita deve ocorrer a partir de abril e maio. No fim de semana, o ar seco mantém o tempo firme no leste de Minas Gerais, mas o avanço de uma frente fria pelo Sudeste vai provocar chuva significativa e generalizada entre a Zona da Mata e o Triângulo Mineiro, segundo a Climatempo. Nessas áreas, o acumulado de água deve variar de 30 mm a 50 mm, com picos de até 150 mm na Zona da Mata. As demais áreas do Estado podem acumular de 10 mm a 30 mm. Embora as chuvas ocorram de forma irregular sobre o Estado de Minas Gerais, elas vêm contribuindo para o desenvolvimento da cultura e a manutenção da umidade no solo, diz a Climatempo.

Os futuros de arábica em Nova York trabalharam no lado positivo em boa parte do pregão de ontem, acelerando ganhos no fim da sessão. Os contratos com vencimento em março/17 fecharam com alta de 1,38% (195 pontos), a 143,75 cents. O mercado teve máxima de 145,45 cents (mais 365 pontos). A mínima foi de 141,75 cents (menos 5 pontos).

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que as cotações do arábica no mercado físico brasileiro subiram ontem, pelo segundo dia consecutivo. O indicador Cepea/Esalq do Café Arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 501,39/ saca de 60 kg, alta de 1,9% na comparação com o dia anterior. Os negócios com a variedade estão aquecidos, diz o Cepea.

Os preços do robusta registraram relativa estabilidade ontem. O Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 493,55/saca de 60 kg, estável na comparação com o dia anterior. O tipo 7/8, bica corrida, fechou a R$ 483,56/saca de 60 kg, alta de 0,3% – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo.

Fonte: Agência Estado via Café da Terra

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