Café: Mercado testa recuperação e sobe mais de 400 pts em NY

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O café arábica opera com forte alta na Bolsa de Nova Iorque (Ice futures US) na manhã desta quarta-feira (25). Após fechar na terça-feira (24) com pequenos decréscimos de 95 a 120 pontos para os principais vencimentos, o mercado se recupera na sessão de hoje e registra altas de mais de 400 pontos nos principais vencimentos.

O mercado continua se mostrando bastante volátil, e, por volta de 11h40 (horário de Brasília), o vencimento setembro era cotado a 181,20 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 500 pontos; o dezembro valia 184,25 cents, subindo 445 pontos e o março tinha alta de 470 pontos, valendo 187,60 cents.

As apresentações de quedas nesses últimos dois dias se devem às vendas realizadas por especuladores que aproveitaram a sequência de altas para obter lucros nas negociações. Assim, depois desse recuo, o mercado passa agora por umacorreção técnica.

Veja como fechou a sessão de ontem:

Café: NY fecha com leve queda, mas preços ficam acima dos US$ 1,70

As cotações do café arábica na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US) fecharam com leves quedas nesta terça-feira (24), depois de registrarem alta na sexta e na segunda-feira. Apesar dos recuos, que variaram entre 120 a 95 pontos para os contratos mais próximos, os preços se mantiveram acima do patamar dos US$ 1,70.

O vencimento julho fechou com queda de 95 pontos, em 174,15 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para entrega em setembro recuou 115 pontos e encerrou valendo 176,25 cents. Os vencimentos dezembro e maio /2015 pederam 120 pontos e encerraram, respectivamente, em 179,80 e 182,90 cents / libra-peso.

Previsão altista do USDA
A última previsão do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que aponta para uma queda de 1,5 milhões de sacas de café na safra mundial, foi um fator altista, que pode ter ajudado a sustentar os preços na Bolsa de NY na sexta e na segunda-feira. O departamento projetou um total de 148,671 milhões de sacas de 60 quilos, ante 150,145 milhões de sacas da temporada anterior.

“O USDA é um departamento conservador, e se eles prevêem uma grande quebra na produção, o mercado já observa que a safra será mesmo pequena”, afirmou o analista de mercado Eduardo Carvalhaes.

Ele afirma que, com o andamento das colheitas, os mercado deve se manter volátil. “Sabemos que não existem estoques grandes de café no mundo e produtores do Sul de Minas Gerais continuam relatando redução no rendimento do café, mas comdiversas previsões sendo divulgadas, algumas apontando para quebras menores e outras para quebras maiores na produção brasileira, os preços devem continuar voláteis”.

Outro fator que indica que os preços devem se manter em alta, segundo Carvalhaes, são os anúncios de alta nos preços do café em grandes redes multinacionais e cafeterias como a nmorte-americana Starbucks. “Isto é mais um sinal de a produção está pequena e que os operadores em NY não devem recuar suas compras de posições que os preços não devem voltar a cair”.

O café tipo 6, bebida dura, teve poucas variações no mercado físico. Em Patrocínio-MG, a saca de 60 kg subiu 2,50% e é negociada a R$ 410,00. Já em Espírito Santo do Pinhal-SP, a saca registrou recuo de 3,17% e é vendida a R$ 397,00.

Fonte: Notícias Agrícolas // Talita Benegra

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