Café mantém ritmo negativo e tem terça-feira de queda na ICE

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Os contratos futuros de café continuam a cair de forma constante na ICE Futures US. Nesta terça-feira, um novo suporte foi testado, evidenciando o viés baixista assumido pelo mercado atual. Há pouco, a posição julho tinha retração de 210 pontos, com 133,05 centavos de dólar por libra peso, depois de atingir a mínima de 132,75 centavos, com o setembro tendo baixa de 220 pontos, com 135,15 centavos. 

De acordo com analistas internacionais, o dia é caracterizado por vendas especulativas, assim como já vem sendo observado ao longo dos últimos dias. Se na segunda-feira o suporte de 134,70 centavos foi rompido com relativa facilidade, nesta terça-feira, o primeiro suporte, em 132,85 centavos, também foi testado. Pouco abaixo desse patamar psicológico, no entanto, o mercado foi estimulado por ligeiras compras de comerciais, o que permitiu fazer com que existisse uma pequena desaceleração das perdas. O cenário para o café é bastante negativo e nesta terça ainda sofre a pressão externa.

O dólar registra alta em relação a várias moedas internacionais e isso afeta vários segmentos de risco, como é o caso das commodities. Assim como o café, outras matérias-primas, como petróleo e ouro, experimentam perdas no dia. "O quadro é dramático. Se há alguns dias vislumbrávamos o julho buscando os 150 centavos, agora já pensamos nele próximo do nível de 130,00 centavos. A perspectiva de uma safra alta no Brasil, comprovada até pelas projeções da Conab, e as compras apenas modestas dão sustentação a esse quadro negativo. A tendência é que novos suportes possam ser buscados", disse um trader.

As exportações de café para todos os destinos tiveram um incremento de 7%, indo para 56,1 milhões de sacas, no primeiro semestre deste ano safra, cujo início se deu em outubro de 2012, devido a um aumento significativo nos embarques do Vietnã e Indonésia, de acordo com a Organização Internacional do Café.

As exportações de cafés suaves colombianos e naturais brasileiros cresceram 12% e 8,2%, respectivamente, atingindo 4,9 milhões e 17,3 milhões de sacas. As remessas de outros suaves, por outro lado, caíram 8,3% em comparação com as 11,7 milhões de sacas do ano anterior.

Fonte: AgnoCafé

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