Café garante recorde às lavouras em Minas

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Produção aumentou 37,8% frente a 2015, depois de dois anos de baixo desempenho, afetado pela seca (foto: BSCA/Divulgação - 16/12/16)
Produção aumentou 37,8% frente a 2015, depois de dois anos de baixo desempenho, afetado pela seca (foto: BSCA/Divulgação – 16/12/16)

Estrela da produção agrícola de Minas Gerais, o café proporcionou novo recorde ao estado no ano passado em volume de produção. A safra mineira do grão somou 30,7 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado, representando acréscimo de 37,8% ante à safra anterior, e respondeu por quase 60% dos 51,3 milhões de sacas que o Brasil produziu. O resultado inclui as variedades arábica e conillon, com base no quarto e último levantamento de dados do agronegócio divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A área total de café em produção em Minas Gerais cresceu 4,2% no período analisado, e ocupou mais de 1 milhão de hectares. Cresceu também a produtividade da cultura, que alcançou, em média, 30,4 sacas por hectare, desempenho 32,2% superior ao observado na safra 2015.

Segundo o analista especial de cafeicultura da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Niwton Castro Moraes, o volume expressivo da safra mineira do grão foi alcançado depois de dois anos de baixa. “A cultura do café é caracterizada pela alternância entre safras altas e baixas. Nos dois anos anteriores (safras 2014 e 2015), esse ciclo foi rompido devido à seca prolongada. O volume expressivo da produção no ano passado recupera o ciclo da cultura”, diz.

De acordo com o levantamento da Conab, a safra brasileira aumentou 18,8%, quando comparada à produção de 43,24 milhões de sacas obtidas no ciclo de 2015 e, da mesma forma, consistiu em recorde histórico. Até então, o país havia atingido o ápice em 2014, com 50,8 milhões de sacas. A despeito dos recordes da produção cafeeira em 2016, na avaliação de Niwton Moraes, é difícil que o volume interfira na cotação do produto, uma vez que os estoques mundiais vêm se mantendo num nível muito baixo e ainda demandam recomposição.

Além do volume recorde, a produção cafeeira de Minas tem se destacado em qualidade. Lavouras de cafés plantados de 300 até 1.600 metros de altitude se beneficiam de condições microclimáticas favoráveis, produzindo variedades diversas no que trata de sabor e aroma. Essa característica insere Minas no mercado de cafés especiais. Para estimular o setor, o governo estadual mantém o Programa Certifica Minas Café, coordenado pela Seapa, com o objetivo de assegurar a produção dentro de critérios de sustentabilidade econômica, social e ambiental, além de trabalhar melhorias na produtividade e na qualidade do grão.

A iniciativa abrange o Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas, o Circuito Mineiro do Café e o projeto de Mapeamento e Monitoramento do Parque Cafeeiro do estado. Mais de 1,2 mil propriedades cafeeiras já foram certificadas pelo programa. O mapeamento do parque cafeeiro está sendo realizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), órgãos vinculados à Seapa, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Conab.

GEORREFERENCIAMENTO O mapeamento é realizado por meio de georreferenciamento, aliado à validação de campo. O trabalho deve ser concluído no primeiro semestre de 2018, informou Moraes. “O trabalho vai possibilitar determinar com precisão o tamanho da área produtora de café e isso vai contribuir para melhorar as estimativas anuais de safra”, explica Niwton Moraes.

Fonte: Estado de Minas

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