Café é a bebida preferida entre os brasileiros

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Dez entre dez brasileiros preferem… café. Personagem principal de muitos encontros, a bebida é o alimento mais consumido no País, de acordo com a Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 2011, ultrapassando o feijão. Domingo (14), inclusive, comemorou-se o Dia Internacional do Café.

Democrático, o café é consumido por 95% dos brasileiros, seja no trabalho ou em casa. Coado ou pingado, cappuccino ou mocha, filtrado ou expresso, tradicional ou gourmet, quente ou frio. Em casa, na padaria, no trabalho, na cafeteria. Os indicadores da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) mostram que a população vem consumindo mais xícaras por dia e vem diversificando as formas de tomar a bebida.

Entre 2011 e 2012, a Abic registrou o recorde de consumo per capita de café por habitante, equivalente a 83 litros por ano, considerado o maior índice já registrado desde 1965 e maior do que os da Itália, França e EUA. Curitiba, aliás, é repleta de aconchegantes cafeterias, desde as pequenas e tradicionais, até as mais requintadas e aconchegantes. O preço também aumenta de acordo com o local: o expresso vai de R$ 2,50, no Centro, até R$ 4, no Batel.

E, com o friozinho chegando, é difícil resistir. Sempre que vai ao Centro, Dirce Romano aproveita para tomar um cafezinho. “Não consigo evitar. Eu tento não entrar, mas o cheiro me chama”, confidencia a empresária, que prefere o café com leite por causa de problemas estomacais e hormonais. Para as amigas Karine Camargo, Gracieli Iarek e Silvia Scatolin, o café é sempre pretexto para um encontro. “A gente sempre se reuni aqui porque moro perto”, diz Silvia.

Chique — O brasileiro gosta tanto de café que seu paladar está evoluindo: o consumo de cafés gourmets tem crescido gradualmente. A capital paranaense é pioneira no assunto: foi aqui que surgiu a primeira cafeteria especializada em café gourmet do Brasil, o Lucca Cafés Especiais, e o primeiro serviço de assinatura de cafés especiais, o Moka Clube.

A barista Caroline Franco de Souza (foto: Marco André Lima), 21 anos, filha da proprietária do Lucca, Geórgia Franco de Souza, explica que o que torna o café especial é a seleção dos grãos, diferente do que acontece com o café tradicional, vendido no supermercado, que contém muitas impurezas, como cascas, pedras e pau. “Os cafés especiais têm qualidade e matéria-prima superior. Não se colhe todos os grãos, é feita uma seleção dos melhores”, conta.

Já a inspiração para o Moka Clube veio de Londres, como conta um dos sócios, Hugo Rocco. Depois de passar um tempo por lá, morando com um barista, ele se tornou um “coffee lover” e decidiu montar seu negócio aqui em Curitiba. Agora, ele viaja por fazendas de todo o país à procura dos melhores grãos. “Assim como existem os apreciadores de vinho, de cerveja, agora temos o de café. Todo mês, enviamos um café de uma fazenda diferente para os nossos clientes. A ideia é que a pessoa aprenda sobre cada um”. A venda é feita exclusivamente pela internet.

Os efeitos do café — Além de prevenir doenças, o café tem o poder antioxidante, de combater os radicais livres e o envelhecimento celular. Os benefícios são mais evidentes no café verde, aquele que não foi torrado. Há estudos que comprovam que o fruto potencializa o efeito da insulina no organismo, contribuindo para a redução da diabetes. “O café também é associado à diminuição da pressão arterial e na prevenção do infarto”, conta a nutricionista Camila Mattos.

Mas muitas das propriedades desse fruto se perdem com a torrefação. Por isso, Camila sugere que o consumidor procure na embalagem o indicador da torrefação. “Existe um risco atrás da marca do café que indica os tipos do processo. O ideal é a média torrefação”, orienta. No entanto, o café não traz apenas benefícios e deve ser tomado com moderação, pois pode criar dependência e prejudicar o funcionamento do organismo.

A dose recomendada por Camila é de até 200 ml por dia para adultos (até quatro xicrinhas) e até 100 ml para crianças e adolescentes. Quem não está habituado com a dose excessiva pode sofrer taquicardia. Por outro lado, quem toma muito café e pára, pode ter crise de abstinência, e sentir dores de cabeça, mal-estar e enjoos, por exemplo.

Já a propriedade de manter as pessoas acordadas pode ser apenas um mito, conforme pesquisa divulgada no ano passado pela University of East London. “Não é a cafeína que a deixa acordada. Ela dá uma sensação de mais agitação, mas não tem esse poder. Adolescentes costumam beber bastante para estudar para vestibular, mas cafeína apenas mascara a fadiga”, explica a nutricionista.

Por ser tão consumido em todo o mundo, o café é um dos alimentos mais estudados por pesquisadores. Basta uma pesquisa rápida na internet para se ter acesso a inúmeros estudos com diferentes abordagens. Em 2011, na Universidade de Harvard, nos EUA, foi descoberto que 4 xícaras por dia reduzem em 25% a incidência de câncer de útero. Por outro lado, outro estudo, dessa vez Universidade de Utah, aponta que mulheres que bebem duas xícaras por dia podem sofrer alterações nos níveis de hormônios femininos.

Fonte: Paraná Online via CNC

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