Café deve aquecer vendas de equipamentos em 2018

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A previsão de uma colheita de café maior na safra 2018 tem estimulado os investimentos dos produtores na hora de adquirir máquinas e equipamentos. Ainda que os preços pagos pelo café não estejam em patamares elevados, o que deixa os cafeicultores mais cautelosos, os investimentos são feitos pensando na melhor forma de produzir a safra.

Neste ano, a expectativa é de que Minas Gerais colha entre 29 milhões e 30,6 milhões de sacas de 60 quilos do grão, aumento que deve ficar entre 19% e 25,3%, quando comparado com a temporada passada. No País, a safra deve alcançar, no máximo, 58,51 milhões de sacas.

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – regional de Minas Gerais (Abimaq-MG) e também cafeicultor, Marcelo Veneroso, a demanda proveniente da agricultura é crescente e a expectativa é de encerrar o ano com elevação de 10% nas vendas de máquinas e equipamentos voltados para o setor como um todo. Apesar de não ter números específicos para a cafeicultura, a entidade esclarece que o segmento é um dos principais clientes, assim como a soja e o milho.

“Este ano, o setor de café está esperando uma safra maior do que a do ano passado, não chega a ser uma supersafra, mas será maior. Apesar de os cafeicultores estarem receosos em investir, em função da instabilidade econômica e política, existe uma boa demanda por máquinas e equipamentos voltados para o café. Estimamos que em 2018 o setor de máquinas agrícolas cresça 10%, e o café é um componente muito importante nesse índice”, explicou Veneroso.

Mesmo que cauteloso, o empresário da cafeicultura vai investir na mecanização da cultura. Até o momento, o clima tem sido favorável para o desenvolvimento do café e tudo caminha para uma colheita maior. Os aportes devem acontecer para que os cafeicultores tenham condições de produzir uma safra volumosa e de qualidade.

“A estimativa é de que, este ano, aconteçam investimentos superiores no setor do café, nada muito significativo, mas são esperadas compras um pouco superiores. Isso será necessário pelo volume da safra e será feito de uma forma mais planejada”, destacou o vice-presidente da Abimaq-MG.

Mercado – As expectativas positivas em relação à venda de máquinas e equipamentos vão impulsionar os negócios da Pinhalense Máquinas Agrícolas, uma das maiores empresas fornecedoras para a cafeicultura. De acordo com o presidente da Pinhalense, Reymar de Andrade, a tendência é encerrar o ano com uma alta de 15% na comercialização de itens voltados para o café.

A empresa possui três filiais em Minas Gerais, localizadas nos principais polos da cafeicultura, que são: Três Pontas (no Sul de Minas), Manhuaçu (nas Matas de Minas) e Patrocínio, na região do café do Cerrado. O Estado responde por 65% da demanda por máquinas e equipamentos da Pinhalense.

Andrade afirma que, no final de 2017 e no início deste ano, após a retração nos preços do café, a demanda pelas máquinas e equipamentos para a cafeicultura retraiu, porém, com a aproximação do período de colheita e a safra caminhando para um volume maior, a procura está aquecida. Além de atender uma safra elevada, a mecanização acelera os processos e diminui a necessidade de mão de obra, o que reduz os custos de produção.

“Participamos da 17ª edição da Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri), que aconteceu em Guaxupé, no Sul do Estado, e fomos surpreendidos pela procura elevada. O momento atual da cafeicultura é decisivo. O produtor esperou ao máximo para avaliar o mercado e está investindo. A mecanização é muito importante, e o cafeicultor precisa estar com a infraestrutura bem definida para colher e beneficiar todo o volume de café na hora certa”, disse Andrade.

Facilidades – Um dos pontos que tem contribuído para que a empresa encerre o ano com alta de 15% nas vendas é a opção de contrato de Barter, o que permite ao produtor pagar pelas máquinas e equipamentos com a entrega do café.

“Nossa linha de máquinas e equipamentos é muito vasta. Dentre os principais equipamentos estão as colhedeiras, que, em ano de safra cheia, são essenciais pela agilidade e redução de custo com a mão de obra. Outra linha com demanda importante é a dos equipamentos voltados para secagem e beneficiamento. Ano de colheita alta demanda mais infraestrutura de secagem, porque se ela não estiver bem dimensionada, o cafeicultor não consegue colher todo o café projetado”, explicou o presidente da Pinhalense.

Fonte: Diário do Comércio (Por Michelle Valverde)

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