Café de Minas gera saldo no agronegócio

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Principal produto da agricultura mineira, o café impulsionou as exportações do agronegócio no estado, que atingiram US$ 3,02 bilhões no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano. A cifra representou aumento de 1,2%, frente à receita do segmento apurada em igual período de 2014, na contramão dos números negativos que marcaram o desempenho de outros setores, como a indústria, na balança de comércio de Minas com o exterior.

De janeiro a maio, os cafeicultores mineiros venderam 8,07 milhões de sacas de 60 quilos do grão para fora do país. O destaque ficou por conta do grão verde, cujas vendas totalizaram R$ 1,6 bilhão – 53,6% da receita do agronegócio estadual. As vendas externas de todos os tipos da commodity (produto agrícola cotado no mercado internacional) incrementaram o valor das exportações do setor em 12,4%.O superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), João Ricardo Albanez, avalia que o resultado evidencia que os produtos do agronegócio mineiro continuam a se destacar no mercado externo.

“Houve uma redução nas exportações mineiras em geral, mas os produtos do agronegócio conseguiram manter os valores que já vinham sendo exportados”, afirmou João Ricardo Albanez. A saca de 60 quilos do café arábica, principal espécie cultivada em Minas, foi negociada ontem no país a R$ 417,51
(US$ 133,43), segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

O principal destino no exterior do café mineiro foi a Alemanha, cujas compras somaram US$ 336,56 milhões, seguida dos Estados Unidos (US$ 309,28 milhões), Itália (US$ 166,03 milhões) e Bélgica (US$ 160,11 milhões). Quando consideradas as exportações totais dos produtos do agronegócio do estado, no entanto, a China é o principal mercado.

O país asiático desembolsou US$ 408,86 milhões no período analisado, o que corresponde a 13,6% de toda a cesta de produtos vendidos pelo setor. O grupo do chamado complexo soja foi o que mais atraiu compradores chineses, com US$ 284,07 milhões. A soja, aliás, foi a mercadoria mais vendida para fora do país pelo agronegócio estadual depois do café. De janeiro a maio, a receita de vendas do produto foi de US$ 388,81 milhões. A terceira posição, ainda no acumulado do ano, ficou com as carnes (US$ 303,04 milhões). O complexo sucroalcooleiro faturou US$ 252,65 milhões no exterior, com 733 mil toneladas exportadas.

SUPERÁVIT

Em maio, as exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 680,74 milhões, avançando 33,8% na comparação com abril. Nessa base de comparação, o produto com melhor desempenho na balança comercial foi a soja, que apurou US$ 198,6 milhões.

As vendas do complexo sucroalcooleiro alcançaram US$ 56,8 milhões e as de mercadorias de couro e peleterias, US$ 14,1 milhões. Com a boa performance, o agronegócio de Minas manteve superávit em maio, com saldo comercial de US$ 647,60 milhões. Minas ficou na quinta posição do ranking nacional das exportações do agronegócio em maio, atrás de São Paulo (US$ 1,52 bilhão), Mato Grosso (US$ 1,49 bilhão), Rio Grande do Sul (US$ 1,14 bilhão) e Paraná (US$ 991,23 milhões). Juntos, esses estados responderam por 67% (US$ 5,82 bilhões) das vendas externas do agronegócio brasileiro no mês analisado, de US$ 8,64 bilhões.

Fonte: Estado de Minas (Paulo Henrique Lobato)

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