Café de Minas ajuda a esquentar abertura de empregos no país

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As lavouras de café em Minas Gerais contribuíram para que o país gerasse mais empregos que demissões em maio deste ano, terceiro resultado positivo do ano.

O saldo (admissões menos demissões) no mês passado ficou em 34 mil vagas. O setor com maior impacto foi a agropecuária, com a geração de 46 mil postos. As culturas que puxaram o resultado foram o café, especialmente em Minas, a laranja, em São Paulo, e a cana-de-açúcar, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e integram o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“Podemos constatar que economia volta a dar sinais de recuperação, e a geração de empregos é um indicador que mostra isso”, disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. No período, foram criadas 1.242.433 vagas. E dispensados 1.208.180 trabalhadores.

O ministro afirmou que o governo trabalha para manter a tendência de alta no emprego. Mas Nogueira reconheceu que projetar agora um saldo positivo para o ano é prematuro. “Gostaria de garantir isso (que o ano terminará com geração de emprego), mas não posso garantir”, admitiu.

No acumulado do ano até maio, Caged mostrou abertura de 48,5 mil vagas, um número melhor do que em igual período de 2016 ou de 2015, mas bem inferior aos períodos de 2010 a 2014. Em 2010, por exemplo, o país comemorou saldo de 1,3 milhão de novos empregos.

“Dá pra comemorar isso, é sinal de que economia se estabiliza, emprego volta a dar sinais de recuperação”, destacou Nogueira.

O coordenador-geral de estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, lembrou que o desempenho de setores como indústria de transformação e serviços está “condizente” com a sazonalidade do período, bem como a geração de 46 mil vagas na agricultura, também verificada em meses de maio de anos anteriores. Daqui para frente, a tendência é que o saldo total oscile até atingir o pico do emprego, entre os meses de setembro e outubro.

Mas o técnico também ponderou que é difícil fazer projeções para o desempenho do mercado de trabalho no ano. “O mercado de trabalho é caixinha de surpresas, não temos como ter certeza dos próximos resultados”, disse.

Fonte: Hoje Em Dia (Com Agência Estado)

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