Café: colapso da MF Global provoca transtornos a exportador

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O pedido de concordata da corretora MF Global, uma das maiores dos Estados Unidos, tem causado dores de cabeça aos participantes dos mercados de derivativos pelo mundo. Os bens da empresa foram sequestrados e os clientes até o momento têm poucas informações sobre a devolução de suas aplicações. Esse seria um dos principais motivos do baixo volume de negócios que tem se verificado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), em particular no mercado futuro de café.

O trader John Wolthers, da exportadora de café Comexim, de Santos (SP), informa que a Bolsa de Nova York liberou uma parcela do dinheiro aplicado pela Comexim em operações de hedge, por intermédio da MF Global. No entanto, os recursos para pagamento de margem diária, entre outros, ainda não foram devolvidos. "Queremos a posição inteira de volta e não apenas uma parcela", disse. Estima-se que cerca de US$ 600 milhões dos clientes da MF Global simplesmente sumiram pouco antes do colapso da corretora.

O trader salientou que se não houver a devolução integral a todos os clientes da corretora poderá ocorrer uma crise sistêmica. "A credibilidade da Bolsa de Nova York está em jogo, mas esperamos que o pior não ocorra", afirmou. "Acreditamos que os responsáveis que estão lidando com o imbróglio têm um volume muito grande de trabalho a fazer, que pode exigir paciência dos proprietários de contas bloqueadas. Temos confiança de que eles vão resolver integralmente a situação", disse.

Uma das consequências da falta de confiança na Bolsa de Nova York pode ser a transferência da comercialização de commodities para outras bolsas, como a BM&FBovespa, de São Paulo. "A bolsa brasileira tende a se fortalecer, pois tem regras de prevenção e mais regulação", comentou Wolthers.

Fonte: Agência Estado

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