Café arábica: indicador do Cepea avança pouco em março

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As negociações envolvendo arábica estiveram calmas em março – a liquidez esteve melhor apenas na terceira semana do mês. A média do Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, foi de R$ 491,06/sc de 60 kg em março, 0,25% superior à de fevereiro e ainda 9,83% acima da de março/15. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), a média do contrato Maio/16 em março esteve 6,1% acima da verificada em fevereiro. O dólar teve média mensal de R$ 3,69, recuo de 7,45% em relação a fevereiro, o que influenciou as altas externas.

Apesar de alta externa, negócios seguem calmos
As negociações de café arábica seguiram travadas na maior parte do mês de março. Apenas na terceira semana do mês as negociações estiveram aquecidas, já que as cotações do arábica registraram alta, com o Indicador do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechando em torno dos R$ 500/saca de 60 kg, patamar que não era verificado desde janeiro

O impulso veio das altas na Bolsa de Nova York que, por sua vez, acompanharam as valorizações de outras commodities. Além disso, a desvalorização do dólar frente ao Real, de quase 7% de fevereiro para março, também influenciou o preço do arábica.

Por outro lado, o volume de café arábica da safra que se encerra (2015/16) ainda disponível para comercialização é de qualidade inferior. Como a expectativa é de que a nova temporada (2016/17) seja maior e com boa proporção de grãos de qualidade superior, compradores que ainda possuem estoque devem esperar até maio ou junho – quando a colheita de arábica deve ser iniciada – para voltar a adquirir maiores quantidades.

Segundo a OIC (Organização Internacional de Café), se depender dos países importadores, o ritmo pode ser mesmo lento nos próximos meses. Em seu relatório mensal divulgado em março, a organização apontou que os países compradores têm café para os próximos meses e não pretendem aumentar a compra no curto prazo.

A Federação Europeia de Café relatou que, em dezembro de 2015, havia em estoque 11,9 milhões de sacas de café verde, aumento de 3,47% em comparação com o mesmo período em 2014. Os Estados Unidos também têm estoque superior ao do ano anterior, com 300 mil sacas a mais.

Quanto à colheita da variedade, o início deve ser precoce neste ano no Cerrado e sul de Minas Gerais, em maio. Colaboradores consultados pelo Cepea indicam que nas outras regiões a colheita deve acontecer no período normal, em junho.

Fonte: CNC com informações do Cepea Esalq/USP

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