Café abre semana com realizações e recua na ICE Futures US

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Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em uma sessão caracterizada por vendas especulativas, refletindo o cenário negativo nos mercados externos.

Depois de uma abertura com altas, passo a passo o café foi registrando uma pressão maior de vendas, seguindo, por exemplo, outras commodities softs e os mercados de grãos. 

O índice CRB, ao final do dia, teve retração. Depois de atingir patamares consideráveis, próximos das máximas de 14 anos, nesta segunda-feira o mercado foi pressionado na maior parte da sessão e não conseguiu se consolidar acima do nível psicológico de 300,00 centavos por libra para o julho. 

Apesar do perfil negativo do dia, alguns operadores ainda trabalham com a perspectiva de ganhos e, inclusive, de se testar o nível de 318,00 centavos, maior nível desde maio de 1998, por conta do cenário fundamental positivo, com oferta curta e estoques bastante tímidos, tanto nos países exportadores como nos importadores. 

No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 375 pontos com 290,80 centavos, sendo a máxima em 296,90 e a mínima em 289,10 centavos por libra, com o setembro tendo oscilação negativa de 360 pontos, com a libra a 293,65 centavos, sendo a máxima em 299,40 e a mínima em 292,50 centavos por libra. 

Na Euronext/Liffe, em Londres, não houve pregão nesta segunda-feira, devido ao feriado bancário. De acordo com analistas internacionais, após as altas constantes dos últimos dias, o que permitiu ganhos mais que expressivos, o café recuou nesta segunda, mas uma formação de um quadro de novas altas não está descartada. 

Os analistas ressaltaram que algumas realizações foram detectadas ao longo do dia, depois do final de semana prolongado. Mesmo com as perdas resultantes dessas operações, o julho não ficou distante da máxima de 302,50 centavos por libra, alcançada na última quarta-feira, e também não se distancia da média móvel de 20, 50 e 100 dias do mercado, o que abre espaço para alguns players ainda possam passar por alguns rallies.

"Creio que, do ponto de vista fundamental, causaria surpresa se o café tivesse mais força que o que já verificamos até agora. A tendência é de um mercado muito volátil por algum tempo, até que verifiquemos alguma novidade no campo fundamental", disse Rodrigo Costa, analista da Newedge, em Nova Iorque. 

A expectativa de safra de menor porte do Brasil e também as perdas de produção da Colômbia, que é assolada por fortes chuvas, são fatores que dão suporte aos preços há várias semanas. Por outro lado, os compradores comerciais estão bastante arredios, não querendo efetuar compras nos níveis atuais. 

Um total de 125 notificações foi postado contra a posição maio na bolsa de Nova Iorque nesta segunda-feira, totalizando, desde o início da notificação, 2.257 lotes. As exportações de café do bloco latino formado por Colômbia, México, Peru, República Dominicana, Nicarágua, Guatemala, El Salvador, Costa Rica e Honduras subiram 17,4% em março, atingindo a marca de 3,113 milhões de sacas, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pelo levantamento estatístico do bloco. 

No acumulado da atual safra, entre outubro e o final de março, esses países remeteram 13,507 milhões de sacas ao exterior, 18,6% a mais que no mesmo período de 2009/2010. Todos os países do bloco tiveram aumento no volume de sacas embarcadas, com exceção do México, cujos embarques tiveram retração de 20%. 

A Colômbia registra uma recuperação na safra e ampliou suas exportações em 32%. Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Peru experimentaram um avanço de 42%, 13%, 9% e 10%, respectivamente, em seus embarques cafeeiros em 2010/2011. 

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 20, somaram 1.455.822 sacas, contra 1.241.883 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). 

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.550 sacas indo para 1.577.675 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.826 lotes, com as opções tendo 3.042 calls e 6.486 puts.

Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 296,90-297,00, 297,50, 298,00, 298,50, 299,00, 299,50, 299,90-300,00, 300,50-300,55, 301,00, 301,50, 302,00, 302,50 e 303,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 289,10-289,00, 288,50, 288,00, 287,50, 287,00, 286,50, 286,00, 285,50 e 285,10-285,00 centavos por libra.

Fonte: AgnoCafe

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