Busca de novos mercados tem sido alternativa a cafeicultores

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A busca por alternativas que melhorem o processo produtivo e a comercialização estão sendo os principais meios encontrados pelos produtores para aumentar a competitividade. A introdução do café em mercados que ainda não possuem hábito de consumi-lo tem sido bem sucedida por alguns países produtores que identificaram essa oportunidade de expansão. As informações constam no Relatório Internacional de Tendências do Café, divulgado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café.

O relatório ainda comenta que as mudanças climáticas têm afetado gravemente diversos países, prejudicando as lavouras e causando fortes quedas na produção e qualidade do café. Porém, outros países que mantiveram ou alguns que até aumentaram a produção conseguiram se beneficiar da situação que provocou aumento dos preços do café no mercado internacional.

Produtores de café Fairtrade, por exemplo, buscam se diferenciar ainda mais através da preocupação com a qualidade do produto final, além da questão social. Os cafeicultores que conseguem unir dois aspectos – qualidade e sustentabilidade – recebem prêmios superiores, aumentando a competitividade.

Novos mercados – Identificar novos mercados em potencial que possam incrementar as exportações têm sido um forte ponto de diferenciação, segundo o Bureau. Um exemplo é a Nicarágua, que elevou as vendas de café para Taiwan. O incremento foi de 60% em valor e 638% em volume. Já o Brasil tem focado no mercado árabe, exportando 260 mil sacas de 60 quilos aos países da região no primeiro bimestre, aumento de 46% ante o mesmo período do ano passado.

Indústria e mudança de hábitos – Beber café, de acordo com o Bureau, já não é mais algo trivial ou uma atividade feita apenas com o objetivo de acordar. Os hábitos estão mudando e as indústrias, vendo a necessidade dos clientes de ter um momento de prazer quando degustam a bebida, investem na qualidade e na praticidade.

O segmento de doses únicas é um exemplo. As grandes torrefadoras já perceberam as possibilidades que o segmento oferece, mas a competição é grande. Assim, firmam cada vez mais parcerias. Com as mudanças do mercado, o café tradicional vai perdendo espaço, e cafés gourmet e bebidas feitas à base de café estão em ascensão.

A sustentabilidade, por sua vez, não foi esquecida: as empresas adotam, cada vez mais, projetos que favoreçam o meio-ambiente, utilizando técnicas para o desenvolvimento de cápsulas e embalagens que não deixem resíduos na natureza, por exemplo.

Além disso, popularizar o ramo de doses únicas também é outra preocupação das indústrias, que o fazem através de máquinas e cápsulas em redes de supermercados ou em lojas de varejo.

O Bureau de Inteligência Competitiva do Café é um programa desenvolvido no Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da Universidade Federal de Lavras (Ufla), que objetiva criar inteligência competitiva e impulsionar a transformação do Brasil na mais dinâmica e sofisticada nação do agronegócio cafeeiro no mundo.

Fonte: Agência Safras

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