Bolsa de Nova York deve acompanhar Dólar e Gráficos

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Depois de cinco pregões consecutivos de recuperação, os contratos futuros de café arábica voltaram a ceder ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O fortalecimento do dólar, os indicadores técnicos e a ausência de novidades nos fundamentos pressionaram o mercado.

A moeda norte-americana subiu ontem, em reação à melhora dos sinais sobre a economia dos EUA, apesar do cenário de incertezas globais. O discurso da presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, sugerindo elevação dos juros ainda este ano, também contribuiu puxar o dólar. A moeda fortalecida leva a um ajuste para baixo nos preços das commodities, cotadas em dólar. No mercado interno, a divisa fechou a R$ 3,133, desvalorização de 0,16% no dia.

Tecnicamente, os contratos romperam 130 cents, mas não conseguiram avançar acima de 132,40 cents. Sem continuidade dos ganhos, o mercado recuou novamente abaixo de 130 cents e pode testar o suporte a 127,70 cents e 123,65 cents.

A consultoria Pharos, gestora de risco em commodities, informa que, por mais que o arábica tenha conseguido se afastar das mínimas do ano, não há fundamento que leve os fundos a zerarem suas posições vendidas. Esses participantes elevaram o saldo vendido em café em Nova York, para 26.486 lotes no dia 7 de julho, em comparação com 14.540 lotes no dia 30 de junho. 

Conforme a Pharos, os torrefadores também não se mostram interessados em comprar nos atuais níveis de preço. “Se a indústria acelerar suas compras, fará isso somente em escala de baixa e não perseguindo o mercado”.

O clima no Brasil continua favorável à colheita, depois de um período de chuvas no início deste mês. Nesta semana, uma massa de ar mais quente e seco cobre boa parte do Sudeste, o que favorece a retomada das atividades de colheita, informa a Somar Meteorologia. No Sul, as chuvas são fortes, podendo atingir algumas áreas com café no Paraná. Na semana que vem, “a massa de ar seco se expande também para o Paraná e não há previsão de ondas de frio”, prevê a Somar.

Os futuros de arábica em Nova York trabalharam em baixa na maior parte do pregão de ontem. O vencimento setembro acabou fechando em queda de 1,70% (225 pontos), a 129,75 cents. O mercado marcou máxima de 132,20 cents (mais 20 pontos). A mínima foi de 127,70 cents (menos 430 pontos).

O estoque de café verde dos Estados Unidos aumentou 220.664 sacas em junho, totalizando 5.510.114 sacas de 60 kg, de acordo com dados divulgados ontem pela Associação de Café Verde (GCA, na sigla em inglês). Em 31 de maio, o estoque era de 5.289.450 sacas.

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que as cotações do arábica no mercado físico brasileiro caíram ontem. O indicador Cepea/Esalq do Café Arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 417,61/saca de 60 kg, recuo de 1,11% no dia.

As cotações do robusta continuam recuando, apesar da retração vendedora. O indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 306,39/saca de 60 kg, queda de 0,45% no dia. O tipo 7/8, bica corrida, ficou em R$ 296,56/saca, retração de 0,28% na mesma comparação – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo.

Fonte: Agência Estado

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