BM&FBovespa quer café brasileiro negociado em Chicago

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Sede da BM%26FBovespa, em São Paulo

O café brasileiro pode em breve ser negociado na bolsa de Chicago (Chicago Mercantile Exchange), afirma Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa (BVMF3). Parceira da americana, a bolsa brasileira avalia que esse pode ser o próximo contrato a ser negociado por lá, após o Ibovespa futuro. O índice de ações mais negociado no país estreia nos EUA no próximo dia 22.

“Eles manifestaram o interesse de listar o nosso contrato em Chicago”, disse o executivo quando perguntado sobre a possibilidade de mais contratos brasileiros negociados na bolsa parceira. Segundo ele, a expertise da CBOT (Chicago Board of Trade) facilita na adaptação do produto ao mercado local.

Assim, a CME poderá competir com Nova York, onde o café é negociado na Intercontinental Exchange (ICE) desde 2007, quando adquiriu a New York Board of Trade (NYBOT). Além do café, a bolsa deve anunciar no início do ano que vem a estreia dos contratos de petróleo tipo WTI e as opções dos índices S&P 500 no Brasil e do Ibovespa em Chicago.

O índice S&P 500 começou a ser negociado na BM&FBovespa nesta segunda-feira. “Com o contrato começamos a nos consolidar como uma bolsa internacional”, disse Edemir Pinto após a cerimônia de estreia. A bolsa também disponibiliza alguns contratos de índices de bolsas de países emergentes (Rússia, Índia, Hong Kong e África do Sul), mas a negociação ainda não decolou.

IPOs

Sempre muito confiante com o potencial de novas ofertas de ações no mercado brasileiro, o presidente está cauteloso por conta da crise europeia a estima a realização de até três ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2012. “Podem acontecer 2 ou 3 operações, que estão bastante maduras. São empresas com modelos de negócios conhecidos e com história”, disse o executivo.

Segundo ele, o potencial para novas operações no país é grande, mas as indefinições sobre a crise na Europa deixa todo o mercado mais preocupado. Em 2012, apenas três IPOs foram realizados: Locamerica (LCAM3), BTG Pactual (BBTG11) e Unicasa (UCAS3). No ano passado, nove empresas estrearam na Bovespa.

Fonte: Exame.com

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