BM&F: café sobe 2,6% em janeiro, mas cai 33,76% nos últimos 12 meses

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No Brasil, os preços agrícolas oscilaram sem tendência clara no mercado futuro da BM&FBovespa em janeiro. Segundo levantamento do Valor Data (com base nos contratos de segundo vencimento, normalmente os mais negociados), as cotações médias do boi gordo e do café arábica voltaram a subir após quatro meses seguidos de queda.

Os futuros de etanol ficaram praticamente estáveis, enquanto os de soja e milho perderam valor. Na média, o preço do boi gordo subiu 1,08% na bolsa paulista em relação a dezembro, para R$ 96,70 a arroba, sustentado pela maior demanda por parte dos frigoríficos para a recomposição de estoques e pela postura retraída por parte dos vendedores.

De modo geral, o mercado de boi tem se caracterizado pela estabilidade – nos últimos 12 meses, os preços futuros apresentam variação negativa de 1,66%. Já os contratos de café arábica avançaram 2,6%, a US$ 192,24 por saca de 60 quilos, refletindo a alta dos preços da commodity no mercado internacional.

Em relação a janeiro do ano passado, o produto amargou queda de 33,76%. A expectativa de queda na produção brasileira na safra 2013/14 (ano de baixa produtividade no ciclo bianual dos cafezais) e a percepção de que os preços já atingiram um piso após as perdas expressivas acumuladas desde meados de 2011 deram sustentação às cotações.

Nos próximos meses, o mercado deve se voltar para o clima e o desenvolvimento das lavouras brasileiras, em busca de sinais mais claros sobre o tamanho da colheita, que começa em maio. Uma eventual valorização do real frente o dólar (um fator de desestímulo às exportações do Brasil) também pode dar sustentação às cotações.

Os contratos de etanol ficaram praticamente estáveis em janeiro, com elevação de 0,28% em relação a dezembro, para US$ 1.181,29. A decisão do governo de elevar a mistura do etanol anidro na gasolina deve gerar uma demanda adicional de 3 bilhões de litros pelo biocombustível, dando suporte às cotações.

Em compensação, analistas de mercado trabalham com um cenário de aumento na oferta de cana-de-açúcar em 2013, o que pode neutralizar o impacto da medida sobre os preços. Finalmente, os contratos futuros de grãos perderam força na bolsa paulista. Os futuros de soja recuaram 2,14%, para US$ 29,84 por saca de 60 quilos – na variação anual, a commodity registrou alta de 8,8%.

Já o milho desabou 6,9%, a R$ 30,07 por saca de 60 quilos. Apesar disso, o preço médio ficou 11,33% acima daquele registrado em janeiro de 2012. De modo geral, os preços futuros dos grãos têm sido pressionados pela expectativa de uma safra recorde no Brasil. Se a previsão se confirmar, a tendência é de manutenção do viés de baixa durante os próximos meses.

Fonte: Valor Econômico

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