Beber café vira luxo, e vendas sobem até 70% no país em 2010

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Mais do que um hábito, o cafezinho diário se tornou um prazer -e até um luxo- para alguns brasileiros.

De cafeterias dedicadas aos cafés gourmet a vendas de máquinas para residências, o setor investe para desenvolver esse mercado no Brasil e já colhe frutos.

A Nestlé é um exemplo. A empresa estima que a receita de vendas da Nespresso, que pertence ao grupo, tenha aumentado 70% em 2010. A companhia, no entanto, não divulga cifras por região.

Se confirmada, essa será uma das maiores taxas de crescimento da empresa no mundo.

Desde 2000, o seu faturamento cresce, em média, 30% ao ano. Em 2009, a receita foi de US$ 2,8 bilhões.

A Nespresso abriu a sua primeira butique no país em dezembro de 2006.

Hoje, são dez lojas de alto padrão no Brasil -seis na cidade de São Paulo, duas no Rio de Janeiro, uma em Brasília e uma em Campinas.

Nos Jardins, bairro nobre da capital paulista, o preço de um café expresso vai de R$ 4,50 a R$ 6,50, dependendo da variedade. O preço -mais alto do que a média no país- é explicado pela qualidade dos grãos.

Entre todas as regiões produtoras no mundo, a empresa faz uma rigorosa seleção dos grãos e envia a matéria-prima para duas fábricas na Suíça, onde o café é colocado em cápsulas que são postas à venda em mais de 50 países.

Por meio da Nescafé Dolce Gusto, a Nestlé entrou nas residências e tornou mais popular no Brasil o conceito de "cafeteria dentro de casa".

Ela vende máquinas que preparam diferentes bebidas à base de café, a partir das cápsulas produzidas pela própria empresa, fidelizando o cliente.

Desde 2009, quando a marca chegou ao país, três modelos já foram lançados.

Fonte: Folha de Sâo Paulo

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