BC apura alta de 7,83% no preço das commodities

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Um novo problema surge no radar do Banco Central. Ontem, a instituição anunciou que o preço médio dos produtos básicos no Brasil – as commodities – subiu 7,83% em setembro ante agosto, a maior alta mensal da série iniciada em 2005. O aumento de itens como carne, açúcar e combustíveis é um obstáculo adicional para a instituição que precisa reduzir o ritmo da inflação e, assim, evitar que os preços estourem a meta do governo.

A inflação das commodities em setembro foi liderada pelos produtos agropecuários, que saltaram 8,8% em apenas um mês, também a maior alta mensal da série. Entre os preços desse segmento incluídos no Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br), estão as carnes de boi e de porco, açúcar, algodão, café, óleo de soja, milho e trigo.

Todos esses produtos são negociados nos mercados internacionais e, por isso, são cotados em dólar. Nas últimas semanas, a maioria desses preços caiu. No entanto, os valores em reais subiram graças à recente disparada da moeda americana.

Tais aumentos já chegam ao bolso do consumidor. Em setembro, segundo o IPCA-15, um dos preços da economia que ficaram mais salgados foi curiosamente o açúcar: aumento de 4,7% no tipo cristal e 4,6% no refinado. Em seguida, está a carne. O bife de contrafilé ficou 4,2% mais caro e a alcatra aumentou 3,3%.

A alta recorde das commodities reforça a artilharia de parte do mercado que critica o corte do juro básico, em agosto. Em resposta, a autoridade monetária deve apontar para os preços internacionais para dizer que a alta de setembro foi pontual e gerada apenas pelo câmbio.

Fonte: O Estado de São Paulo

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