Baixistas dominam ações e ICE fecha com perdas para café

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Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com novas perdas, com o mercado dando, cada vez mais, demonstrações de fraqueza. Algumas tentativas de altas foram observadas ao longo do dia, no entanto, o setembro nem sequer conseguiu testar o patamar de 250,00 centavos por libra.

Diante da falta de continuidade das ações compradoras e com a pressão de novas quedas no mercado de robustas, em Londres, uma nova inversão pôde ser registradas e, ao final da sessão, o café registrou baixas, com o setembro ainda conseguindo manter o patamar de 240,00 centavos. Tecnicamente, o mercado está em um viés baixista, não conseguindo testar resistências mínimas e, por outro lado, abrindo espaço para buscar suportes consideráveis.

A expectativa, agora, é de se testar os 232,70 centavos, nível observado em 28 de janeiro. Os mercados externos se mostraram calmos nesta quinta, com as commodities, em geral, registrando leves baixas, ao passo que o dólar caiu fortemente em relação a outras moedas, o que deu um maior suporte para mercados de risco. O clima no Brasil não prevê aumentos consideráveis do frio, segundo avaliação da empresa Somar, sendo que algumas regiões do centro-sul poderão ter, a partir desta sexta-feira, algumas precipitações.

No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve perda de 260 pontos com 240,80 centavos, sendo a máxima em 247,90 e a mínima em 239,50 centavos por libra, com o dezembro registrando oscilação negativa de 250 pontos, com a libra a 244,90 centavos, sendo a máxima em 251,85 e a mínima em 243,60 centavos por libra.

Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou queda de 108 dólares, com 2.202 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 108 dólares, com 2.035 dólares por tonelada. A escalada do café nos últimos meses, que obrigou torrefadores como a Starbucks aumentar seus preços, pode estar chegando ao fim, segundo alguns operadores.

No entanto, o mercado ainda não é dos mais claros. Uma grande safra do Brasil e uma produção recorde do Vietnã deverão manter os preços dos arábicas relativamente sem mudanças até o final deste ano, antes que comecem a cair mais fortemente, segundo uma sondagem feita com 33 analistas internacionais pela agência Reuters. Esses especialistas reduziram levemente suas estimativas para os preços dos cafés no final de 2011, em relação a pesquisa anterior, realizada no começo do ano.

Muitos operadores destacam o forte volume de caital especulativo que impulsionou as compras da terceira matéria-prima de melhor desempenho no ano passado, sendo que essa evolução agora diminui, ainda que exista um potencial climático, com o temor do frio no Brasil. O país, aliás, não deverá ter uma safra tão alta quanto à esperada pelo mercado, ainda que conte com um volume expressivo de café. Por outro lado, o mundo vê o avanço de economias emergentes e, com elas, um consumo maior do grão.

"A crescente demanda de café em escala mundial poderia manter ajustado o mercado no próximo ano", indicou Mu Li, analista de matérias-primas do CPM Group, em Nova Iorque. Profissionais do comércio exterior de café do Vietnã adiaram o embarque de 670 mil sacas do grão devido aos baixos estoques e as elevados preços domésticos. A afirmação é do analista Stefan Uhlenbrock, da consultoria alemã F.O. Licht.

Segundo ele, os cafeicultores dessa nação asiática teriam vendido entre 80% a 90% da colheita 2010/2011, por causa dos preços altos no início do ano. Com isso, o grão vietnamita teria alcançado um prêmio de 120 dólares em relação aos níveis praticados em Londres. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 20, somaram 1.095.656 sacas, contra 827.990 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.239 sacas indo para 1.546.570 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.946 lotes, com as opções tendo 3.669 calls e 2.836 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 247,90-248,00, 248,50, 249,00, 249,50, 249,90-250,00, 250,50, 251,00, 251,50, 252,00, 252,50 e 253,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 239,50, 239,00, 238,50, 238,00, 237,50, 237,00, 236,50, 236,00, 235,50, 235,10-235,00 e 234,50 centavos por libra.

Fonte: AgnoCafe

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