Ausência de vendedores puxa cotações do café na semana

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A despeito do fortalecimento do dólar e da pressão que vem com a aproximação de trabalhos mais intensos de colheita no Brasil, os futuros do café arábica subiram nesta semana, puxados, principalmente na terça-feira, 5 de maio, por fatores técnicos e ausência de vendas de origens.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/2020 do contrato “C” avançou 300 pontos na comparação com a semana anterior, encerrando a sessão de ontem a US$ 1,0745 por libra-peso. Já na ICE Europe, o vencimento maio/2020 do café robusta fechou a US$ 1.159 por tonelada, com recuo de US$ 18.

O dólar comercial segue sua escalada frente ao real, tendo registrado cinco ascensões consecutivas. A divisa chegou a R$ 5,8399 no encerramento da sessão de ontem, acumulando ganhos semanais de 7,4%.

Durante o pregão, a moeda superou R$ 5,85, valor recorde desde a implantação do Plano Real, sendo impulsionada, segundo analistas, pela postura mais “dovish” do que as expectativas do mercado por parte do Copom, que cortou a taxa Selic em 0,75%, para 3%.

Em relação ao clima, esta semana foi marcada pela passagem de uma frente fria na Região Sudeste, reduzindo as temperaturas, mas sem registro de geadas nos cafezais. Ainda ocorreram algumas precipitações, porém sem informação de que tenham ocasionado queda de frutos dos pés.

Conforme a Somar Meteorologia, o tempo volta a ficar seco no Sudeste nos próximos dias. Amanhã, com o avanço de uma massa de ar seco, a Região já não recebe chuvas em sua maior parte, assim como no domingo, quando haverá tempo firme. A exceção fica para a metade norte do Espírito Santo, que terá precipitações isoladas, mas sem grandes acumulados.

No mercado físico, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apurou avanços nas cotações, justificado, segundo a instituição, pela alta do dólar. Contudo, vendedores permanecem afastados do mercado, limitando os negócios. Os indicadores calculados pela entidade para as variedades arábica e conilon ficaram em R$ 587,73/saca e R$ 352,85/saca, com ganhos, respectivamente, de 2,6% e 5,3%.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNC

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