Área protegida pelo seguro rural deve aumentar

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A área protegida com seguro rural no Brasil deve aumentar ainda mais. A afirmação foi de representantes de seguradoras e lideranças do agronegócio, que se reuniram nesta quinta, dia 18, no Fórum da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em São Paulo.

Problemas climáticos ocorridos neste ano pelo Brasil colocaram o setor agropecuário em alerta. Não apenas para a consciência ambiental, mas também para a necessidade de cobrir os prejuízos causados pelo clima na produção.

O agricultor Osório Piccoli, de Caxias do Sul (RS), perdeu 350 mil quilos de uva devia às chuvas de granizo. Em setembro, cafezais no interior de São Paulo foram destruídos pela seca. Em julho, o frio intenso provocou a morte de centenas de cabeças de gado em Mato Grosso do Sul. No Vale do Ribeira, interior de São Paulo, foi a enchente que prejudicou plantações de banana. A preocupação com a intensidade e a frequência de eventos como estes foi o tema das discussões no Fórum da Abag.

– Já que não se pode evitar estes impactos climáticos, a ideia é diminuir a emissão de gases de efeito estufa para tentar estabilizar. Se a gente não fizer isso, entraremos numa situação de não retorno, ou seja, uma situação em que os efeitos vão ter resultados permanentes – afirma o consultor em meio ambiente, Sérgio Trindade.

– O produtor rural está se conscientizando de que ele tem uma responsabilidade sócio-ambiental no processo. Isso está ficando bastante claro – diz o presidente da Abag, Carlo Lovatelli.

Além da responsabilidade ambiental, o produtor também quer segurança contra os prejuízos gerados pelo clima. Por isso, cada vez mais tem optado pelo seguro rural. Em 2005, foram pagos R$ 9 milhões em prêmios de seguro. Já em 2009 , este valor chegou a R$ 448 milhões, 40 vezes superior.

O país hoje tem cerca de 10% de área segurada, o que equivale a quase 6,7 milhões de hectares. Até o fim deste ano, deve ultrapassar os 11,5%. O número ainda é considerado pouco, mas as seguradoras acreditam em crescimento.

– Vai crescer esta consciência do seguro, da proteção. Cada vez mais, em função do crescente número de eventos climáticos – afirma presidente da AGF Allianz, Max Thiermann.

Fonte: Canal Rural

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