Aprenda a apreciar e preparar cafés gourmets na sua casa

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Que o brasileiro é um dos maiores consumidores de café todo mundo já sabe. Mas isso não significa, necessariamente, saber apreciar a bebida e identificar cafés de qualidade.

Mas o caminho vem sendo trilhado cada vez por mais apreciadores de café nos últimos dez anos. Antes dominado por produtos de qualidade inferior, feito com grãos robusta ou, no máximo, 20% de grãos arábica, hoje é possível encontrar opções de cafés gourmet e especiais em supermercado e butiques de café em grandes cidades.

Para Gelma Franco, especialista em café gourmet e proprietária do Il Barista Cafés Especiais, o Brasil vive uma revolução do café, "sem volta" nos centros urbanos. "Estamos aprendendo a tomar café. Hoje existe mais informação e experiência com cafés diferenciados."

Enquanto o café gourmet é feito 100% do tipo arábica, o café especial vai além da qualidade do grão: também valoriza o modo de conservação. "Ele passa por uma colheita seletiva, que evita grãos com defeitos, e tem identificação de safra e origem controlada", diz Gelma.

Os cafés especiais são mais doces e não têm o amargor específico, costumeiramente ligado à imagem da bebida. "Eles são identificados pelo nome ou selos, como o da Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA), Utz Kapeh, geralmente no verso da embalagem", diz Gelma.

"Cafés tradicionais geralmente não têm especificação. Se o consumidor se deparar com um café extra-forte, deve fugir. A característica pode ser utilizada para esconder defeitos do café."

A qualidade tem preço. Enquanto o consumidor encontra cafés gourmet com preço de R$ 20 a R$ 30 o quilo, cafés especiais custam, em média, de R$ 30 a R$ 60 o quilo.

Não faltam opções de produtos nacionais. Mesmo porque, produtos vindo do exterior, além de serem fortemente tributados, podem chegar ao país apenas após 30 a 40 dias da data de torrefação. "Ou seja, o alto preço acaba não compensando. E muitos utilizam grãos brasileiros", diz a especialista.

Os produtos nacionais mais consagrados vêm de Minas Gerais e da região da Alta Mogiana, no interior de São Paulo. "São regiões ideais para o cultivo, onde o inverno não é tão rigoroso e o verão não é tão chuvoso. Quanto mais alta a região, mais precioso o café.

A variedade, como o Bourbon Amarelo, e Catuaí, vai depender do paladar. "Cada produtor tem seu segredo. A dica é experimentar", diz Gelma.

É necessário estar atento à embalagem. Principalmente o café moído deve ser bem conservado, pois se deteriora facilmente. Embalagens com válvulas protegem o café por seis meses. Caso não a possua, é recomendável adquirir um produto o mais próximo da data de torrefação. O ideal são de 15 a 45 dias, no caso do café expresso.

Para quem quer preparar a bebida em casa, é recomendável máquinas de expresso com ao menos 15 bar de pressão, com moedor de grãos e que mantenha condições de temperatura, o que pode custar de R$ 4,5 mil a R$ 5,5 mil. O café também pode ser preparado na cafeteira italiana, a chamada moka, prensa francesa de vidro, ou filtrado, com coador.

Um café curto, de 15 ml, concentra açúcares e propriedades e é o ideal para degustação, sem açúcar ou adoçante. A xícara de porcelana conserva a temperatura, e água com gás limpa papilas gustativas antes antes de experimentar.

Marcelo Schiaffino, 33 anos, CEO do e-commerce Organomix (foto acima), adquiriu o hábito de apreciar café quando morou na Itália para fazer seu MBA.

"Tomo um machiatto ou cappuccino pela manhã e um expresso ao final de cada refeição", conta. "Dependendo do nível do estresse no trabalho, também gosto de apreciar um expresso à tarde, para relaxar."

Ele optou por comprar uma máquina de café com opção de moer grãos e vaporizador para preparar o creme do cappuccino. Ele costuma tomar café orgânico. "Eles têm um sabor diferenciado."

Fonte: Brasil Econômico

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